Notícias Publicado: 28/07/2016 | 16:44

Fasderbra: VII Encontro Internacional da Cosutravi

Trabalhadores rodoviários do continente produziram a “Carta de Olmué”. Documento denuncia golpes democráticos na América do Sul; defende o fortalecimento do Mercosul e repudia o desmantelamento do papel do Estado como agente mediador da relações entre capital e trabalho. 



Trabalhadores rodoviários do continente produziram a “Carta de Olmué”. Documento denuncia golpes democráticos na América do Sul; defende o fortalecimento do Mercosul e repudia o desmantelamento do papel do Estado como agente mediador da relações entre capital e trabalho. 



Segue, abaixo, a íntegra da “Carta de Olmué”:
 
 
 
Na cidade de Olmué, Chile, entre os dias 6 e 8 de julho de 2016, se realizou a XXVII ASSEMBLÉIA NACIONAL DA ANCHOMOP, e também o VII ENCONTRO INTERNACIONAL da CONFEDERACIÓN SUDAMERICANA DOS TRABAJADORES VIALES, RODOVIARIOS Y CAMINEROS – COSUTRAVI, com a colaboração do instituto Internacional de Estudos e Formação Social da América do Sul – Incasur, e a presença das Organizações Sindicais da Argentina, Brasil, Chile e Uruguai.
 
Neste encontro foram abordados e debatidos temas de organização e funcionamento da Cosutravi, e de fatos ocorridos nos países integrantes da mesma, que agravem a estabilidade política e social da classe trabalhadora.
 
Como resultado desta reunião, se chegou às seguintes conclusões:
 
1 – Repudiamos a o golpe político ocorrido que afronta a democracia na República Federativa do Brasil, pela destituição da presidente Dilma Rousseff, que foi eleita legitimamente pelo povo brasileiro, com repercussões na classe d trabalhadores, sendo estes os maiores prejudicados se tornando reféns deste movimento midiático da classe opositora.
 
2 – Foram debatidos temas sobra a terceirização e privatizações que ocorrem em toda a América do Sul, especialmente nos países integrantes da Cosutravi. Isto traz como consequência o aumento dos custos das obras públicas, a precarização dos serviços públicos e a perda de direitos dos trabalhadores públicos. Por exemplo, no Chile, o desmantelamento do serviço público chileno, quando o próprio governo disse não ter vontade política nem recursos para encarar a melhora da infraestrutura ministerial. No caso da Argentina, existe u estado de expectativa de reincidência de experiências vividas nos processos de privatizações da década de noventa.
 
3 – No que se tem conhecido dos processos de terceirização, privatização e contratação, há uma clara demonstração de eixos de corrupção mais profunda que hoje se observa na história desses países.
 
4 – A Cosutravi reafirma se propósito de continuar trabalhando no fortalecimento dos processos de integração do Mercosul e da Unasul, utilizando todos os meios possíveis para manter a integridade dos mesmos, tarefa tão importante  para os trabalhadores do continente.
 
5 – Os representantes dos países integrantes da Cosutravi têm apresentado projetos de trabalho a governos atuais e estes têm sido ignorados, desprestigiando a iniciativa dos sindicatos.
 
6 – A Cosutravi, com a intenção de dar conhecimento de suas atividades, utilizará de todos os meios de comunicações e redes sociais disponíveis e necessárias.
 
A Cosutravi conclama ao conjunto dos trabalhadores a ter clara consciência da situação que atravessamos e nos convida a unir-se a esta luta comum para defender os interesses, os direitos e as conquistas do conjunto da classe trabalhadora das regiões.
 
Região de Valparíso, Olmué, 7 de julho de 2016
 
 
Adofo Garrido
Secretário-geral da Cosutravi
 
 
 
 


Fonte: Federação Sindical dos Servidores dos Departamentos de Estradas de Rodagem do Brasil.