Notícias Publicado: 1/07/2016 | 07:41

Poema denuncia as tentativas de criminalização dos movimentos reivindicatórios sindicais

Mais atual do que nunca, o poema, de autoria do professor Silvério do Prado, provoca reflexão sobre o tema. 






por Silvério do Prado




Relógio de Leis


Leis que adiantam...
Leis que atrasam...
Adiantam-se as leis?
Dikê, valem as leis?
No exterior elas têm valor.
São pontuais; sem aditivos a mais.
Seguem-nas em seu pleno teor.
Em nosso País tudo se contradiz:
o jeitinho é arranjado, o foco desviado,
os ponteiros atrasados ou adiantados,
conforme a conveniência, sem consciência:
a criança, o pobre e o aposentado prejudicados.
Como então isso resolver?
Criar mais leis prá quê?
Prá prejudicar ainda mais você?
Fazer valerem as existentes, isso é respeitar a gente!
Está na hora de se punirem os infratores,
os gerenciadores corruptos e corruptores,
como  exemplo para as novas gerações
e admiração pelas demais nações.
Sociedade perfeita não há,
mas ficar como está, não dá!
Perdoar os infratores, aceitar os infringentes,
vai gerar mais inconseqüentes...
a incerteza só traz fraqueza.
Compromissos com a sociedade
de propósito prorrogados ou esquecidos
pelos partidos, pelos políticos na luta pelo poder
ou pela permanência no poder é de entristecer!
Patrimônios deles aumentando, e os nossos se dilacerando.
A  corja capitalista  também de agora
sem compromisso com a gente faz hora...
A solução, Oh,Thémis!, Oh Zeus!, Oh Deus!,
é alguma adequada decisão tomar :
as baterias renovar e  os ponteiros
desse relógio de leis  a-cer-tar.
Oh Justicia, agora!
 






* Silvério do Prado é assessor educacional da Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais - Fesempre