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Publicado: 9/06/2016 | 08:25
MG: Servidores de Carmo do Cajuru entram em greve a partir de segunda-feira
Proposta da Prefeitura foi rejeitada por unanimidade em assembleia nesta terça-feira (7).

Os servidores de Carmo do Cajuru definiram ontem (7), em assembleia, que irão entrar em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após o prefeito da cidade, José Clarete Pimenta, apresentar apenas 4% de revisão salarial com aplicação a partir de julho. A categoria considerou o índice muito aquém do percentual da inflação, que fechou em 11,27% (INPC) no último ano. A diretoria do Sintram irá comunicar o município a decisão da categoria e a partir de segunda-feira (13) os servidores iniciam greve geral na cidade.

Ontem, foi promovida paralisação na porta da Prefeitura, o “Dia D”, que previa uma paralisação semanal até que o prefeito avançasse na proposta inicial de 2%, conforme prometido, na última negociação realizada no dia 31. Ontem, foram realizadas duas reuniões com a diretoria do Sintram, a equipe econômica e o prefeito, sendo apresentado além dessa revisão salarial de 4%, não retroativa a janeiro, aumento de R$1,00 no vale-refeição (R$7 passaria para R$8). A proposta foi rejeitada por unanimidade pela assembleia.
A presidente do Sintram, Luciana Santos, afirmou que a expectativa da categoria era que o prefeito garantisse no mínimo o mesmo índice de recomposição que o município concedeu no ano passado. “O servidor de Carmo do Cajuru sabe do contexto, que está acontecendo e que não chegaríamos aos 11,27%, mas 4% está muito longe da reivindicação. O que percebemos é que o servidor está cedendo, cedendo e a Prefeitura não consegue melhorar chegando a um meio termo, que garanta que não haja tanta perda no poder de compra do trabalhador”, explicou a presidente.
GREVE

A presidente explicou que agora o Sintram segue os trâmites legais de comunicação ao município no prazo de 72 horas, além de garantir a continuidade de serviços essenciais. “A partir de segunda-feira (13) o servidor estará na rua, reivindicando seu direito. E a união da categoria é fundamental para avançarmos na negociação. Ressaltamos sempre que o direito é de todos e assim também deve ser a luta”, finalizou.
Fonte: Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais - Fesempre com informações do Sintram
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