Notícias nos Estados Publicado: 2/06/2016 | 09:02

MG: Uma multidão de servidores nas ruas de Juiz de Fora, em Estado de Greve

A Feserp-MG, a CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e a CSPB (Confederação dos Servidores Públicos do Brasil) marcaram presença no ato e apóiam incondicionalmente a luta e as reivindicações dos servidores de Juiz de Fora.



Uma multidão de servidores públicos municipais saiu às ruas de Juiz de Fora, na manhã desta quarta-feira (primeiro de junho), para marcar o início do que deve ser um histórico movimento grevista – aliás, os trabalhadores já estão em Estado de Greve, votado e aprovado no início do dia: eles voltam a se reunir em assembleia na próxima terça-feira (7 de junho), logo às 8h, e caso não haja nenhuma proposta satisfatória por parte da Prefeitura, a paralisação começa imediatamente e por tempo indeterminado. A Feserp-MG, a CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e a CSPB (Confederação dos Servidores Públicos do Brasil) marcaram presença no ato e apóiam incondicionalmente a luta e as reivindicações dos servidores de Juiz de Fora. “Lançar mão de uma orientação equivocada como essa da AMM é uma injustiça, uma covardia contra os servidores”, disse o presidente da Feserp-MG, Cosme Nogueira. “O povo na rua, os trabalhadores em greve são respostas legítimas a uma administração que tenta enganar o funcionalismo”, acrescentou. O Sinserpu-JF, um dos sete sindicatos do Forum Unificado filiado à Federação, quer os 7,19% de reposição salarial prometidos, retroativos a fevereiro; já o Sinagua-JF, que representa os funcionários da Cesama, a Companhia de água de Juiz de Fora e é a outra entidade das fileiras da Feserp-MG, reivindica 11,07% de reposição e mais 8% de ganho real. A administração municipal, gestão Bruno Siqueira (PMDB), tem usado a orientação da Associação Mineira dos Municípios (AMM), segundo a qual a Lei Eleitoral proíbe que se leve em conta índices de inflação anteriores ao do ano eleitoral. Dessa forma, o patamar do reajuste só poderia contar os meses deste ano de 2016, o que daria apenas 3,25%.



O ato desta quarta-feira, organizado também pelos outros cinco sindicatos do Forum Unificado (Sinpro-JF/professores, Senge/engenheiros, Sindimédicos, Sindiodonto e Sinarq-MG/arquitetos) e apoiado por outras centrais sindicais (como a CUT), foi marcado por um clima de revolta e indignação com a administração municipal – e também de preocupação com a situação do país e as possíveis reformas, principalmente a da Previdência, prometidas pelo Governo Federal. Na Assembleia, o presidente do Sinserpu-JF, Amarildo Romanazzi, criticou duramente “a intransigência” da Prefeitura e disse que o sindicato não vai, em hipótese alguma, abrir mão dos direitos dos trabalhadores. “O que o prefeito está tentando fazer é dar um ‘calote’ nos servidores. Isso não vamos aceitar. O que está acontecendo hoje é apenas o pontapé inicial. Não vamos aceitar esmolas, queremos o justo”, avisou. Já o presidente do Sinagua-JF, Edinaldo Sidclei Ladeira Ramos, listou os “aumentos abusivos” de tarifas e impostos durante a atual administração (“só a taxa de água ficou 39% mais cara”, exemplificou), em contraponto à ausência de reposição de salários. Ao final comunicou que os servidores da Cesama podem ser os primeiros a entrar em greve, a partir de hoje, dependendo de uma reunião final, à tarde, no Ministério do Trabalho.



Após a Assembleia, os servidores saíram em passeata por vias centrais da cidade, passando pelas ruas Fonseca Hermes, Batista de Oliveira, Avenida Getúlio Vargas, Rua Santa Rita e Avenida Rio Branco, finalizando a manifestação mo Parque Halfeld. E colheram a primeira vitória: a marcação de uma nova rodada de negociações, nesta quinta-feira (2 de junho), às 16h30.








Fonte: Federação Única Democrática de Sindicatos das Prefeituras, Câmaras Municipais, Empresas Públicas e Autarquias de Minas Gerais Feserp-MG