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Publicado: 24/05/2016 | 11:26
Ministro do Trabalho em exercício visita sede nacional da Nova Central nesta terça-feira
Ronaldo Rodrigues assume compromissos em prol dos trabalhadores do setor público e da iniciativa privada
por Valmir Ribeiro
edição de Grace Maciel
A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB participou, nesta terça-feira (24), da primeira visita do ministro do trabalho em exercício, Ronaldo Nogueira à sede nacional da Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST. A peregrinação junto as entidades sindicais - que contou a a atuação determinante do deputado Roberto de Lucena (PV/SP) - teve início com um café da manhã junto aos representantes da central sindical. Na ocasião, o comandante da pasta assumiu compromissos em prol da classe trabalhadora e manteve a disposição de submeter à análise das entidades sindicais, qualquer tema sensível aos interesses dos trabalhadores. Critério que, segundo o ministro, será seguido à risca antes de promulgar qualquer resolução no Ministério do Trabalho - MT.
O presidente da Nova Central, José Calixto Ramos, recepcionou o ministro e o presenteou com um livro sobre o "sindicalismo brasileiro nos últimos cem anos". Calixto elogiou a disponibilidade e a busca de aproximação do MT com as entidades sindicais dos trabalhadores. "Nosso desejo, neste momento, é colaborar para a recuperação do pragmatismo e do protagonismo do Ministério do Trabalho", afirmou o líder sindical.
Ronaldo Rodrigues, reforçou que direitos trabalhistas não serão alterados. "Eles serão mantidos e o trabalhador não será surpreendido. Qualquer alteração que seja necessária fazer, o trabalhador será particípe dessa formatação. O trabalhador não será traído pelo seu ministro e estará na mesa sendo protagonista em todo o processo, de maneira a reverter a tendência de desemprego e desvalorização de salários. O Brasil tem potencialidades para superar a crise e estamos juntos para resgatar uma agenda de desenvolvimento com justiça social", afirmou o ministro.
O deputado Roberto de Lucena (PV/SP), cumprimentou o ministro pela iniciativa de percorrer todas as centrais sindicais e ampliar o diálogo com o elo mais frágil e mais estratégico para a retomada do desenvolvimento: os trabalhadores. "É muito importante que nós tenhamos a segurança de olhar para o Ministério do Trabalho e nos depararmos com um cidadão verdadeiramente comprometido com a classe trabalhadora. O trabalhador brasileiro necessita de uma proteção especial diante de um país que ostenta, nos dias atuais, uma temerária marca de 12 milhões de trabalhadores desempregados. Sou defensor da classe trabalhadora e um obreiro da Nova Central", reforçou o parlamentar.
O secretário-geral da CSPB, Lineu Mazano, reforçou que o momento exige grande reflexão. "Os projetos que conduzem ajuste fiscal, somente apontam alternativas que retiram direitos trabalhistas e sociais. A pressão do capital é de passar o rolo compressor em direitos consagrados na nossa Constituição. Esperamos que o Ministério do Trabalho, em conjunto com as entidades sindicais, estabeleça uma trincheira de resistência à esses ataques e trabalhe em parceria conosco em benefício dos trabalhadores e da retomada do desenvolvimento nacional", concluiu.
A diretora de Assuntos de Mulheres Infância e Juventude da CSPB, Cíntia Rangel, elogiou a disponibilidade do ministro e ressaltou que o ministro chega em um momento de dualidade de concepções antagônicas. "O senhor surge em um momento estratégico para recuperar o protagonismo e a oxigenação do Ministério do Trabalho. Ví com muita preocupação as sucessivas reuniões de Michel Temer com a FIESP e a CNI. Nós sabemos que a agenda dessas instituições não corroboram com a agenda dos trabalhadores. Pedimos respeito à legislação trabalhista consagrada na Constituição para garantirmos um ambiente de legalidade e serenidade, pilares indispensáveis para a superação da crise e promoção da justiça social", alertou.
O diretor da CSPB e representante do Sindireta/DF, Severino Marques, reforçou a confiança e a solidariedade ao ministro em exercício, mas reforçou uma reflexão aos desafios que devem ser enfrentados. "O Congresso Nacional, predominantemente capitalista, persegue a todo o instante a redução do papel do estado como protagonista do desenvolvimento econômico/social, eles reiteram uma agenda de desmonte do estado de modo a sacrificar os servidores públicos e todo cidadão brasileiro que depende desses serviços para ver contemplados os aparatos mínimos para o exercício pleno de sua cidadania".
O ministro encerrou a reunião na Nova Central com o anúncio da criação de um Grupo de Trabalho (GT) para a discussão das reivindicações. O ministro reafirmou sua posição contrária ao PL 4330 - que permite a terceirização irrestrita do mercado do trabalho - e lembrou, na ocasião do encontro, que votou contra o projeto enquanto deputado federal. Ronaldo Rodrigues afirmou, novamente, "que o trabalhador brasileiro não será traído nem surpreendido pelo seu ministro do trabalho", concluiu.
Secom/CSPB
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