Destaques, Notícias Publicado: 11/05/2016 | 14:42

CSPB aponta em audiência caminho de resistência a ataque a direitos

Na ocasião os participantes discutiram a atual conjuntura e as ameaças que uma eventual mudança de governo, por meio do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, representam para o País e a classe trabalhadora.



A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, e entidades sindicais participaram, nesta terça-feira (10), de audiência promovida pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado para debater o tema “Movimentos Sindicais e Democracia”. Na ocasião, os participantes discutiram a atual conjuntura e as ameaças que uma eventual mudança de governo, por meio do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, representam para o País e a classe trabalhadora.
 
No momento em que o Senado vota nesta quarta (11) a admissibilidade do processo de impeachment contra Dilma, os sindicalistas alertaram para o retrocesso de direitos que está em jogo, caso o vice presidente, Michel Temer, assuma o poder e coloque em prática o plano de governo apresentado por ele.
 
Para os sindicalistas, o programa “Ponte para o Futuro”, de Temer, nada mais é que um passo atrás nas conquistas sociais e trabalhistas obtidas ao longo anos.
 
Michel Temer planeja fazer reformas de impacto negativo nas áreas da Previdência Social e Trabalho. Se assumir, sua provável equipe de governo já dá sinais de que ele deve mandar para o Congresso Nacional, de imediato, propostas de modificações nas regras de concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, de desvinculação dos benefícios com o salário mínimo, flexibilização da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), entre outros projetos que terão efeitos negativos na vida do trabalhador (a).



Durante intervenção, o diretor de Assuntos Legislativos da CSPB, João Paulo Ribeiro "JP" (acima, à esq.), alertou para a necessidade de se unir forças contra qualquer tentativa de suprimir direitos trabalhistas e sociais consagrados na Constituição. “Os trabalhadores não são responsáveis pela crise política e econômica que o país atravessa e, portanto, não iremos admitir  qualquer retrocesso em nossos direitos, seja neste, ou em qualquer outro governo. Estamos atentos à agenda negativa do documento Ponte para o Futuro e seguiremos firmes na luta contra mais esse ataque à classe trabalhadora. Não contem com o apoio de nossa entidade sindical contrariando os interesses dos trabalhadores do setor público. Se querem sossego no decorrer do mandato, deem sossego aos trabalhadores”, avisou JP.
 
Desde o início de abril, a CDH, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), realiza uma série de discussões sobre temas relacionados à Democracia e os Direitos Humanos. Os debates têm como foco o processo de impeachment em andamento no Senado.




* Serviço fotográfico de Júlio Fernandes
 



Secom/CSPB com informações da imprensa CTB