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Publicado: 14/04/2016 | 12:36
CSPB mobiliza-se contra PLP 257 e enterra projeto em ato de protesto
“ Se não retirarem de pauta este projeto, pararemos este país” destaca o diretor de Assuntos Legislativos da CSPB, JP.
foto de Júlio Fernandes
por Grace Maciel
Servidores públicos federais, estaduais e municipais e militantes de centrais sindicais participaram, nesta quarta-feira (13), do primeiro ato contra o PLP 257/2016, que trata do refinanciamento da dívida dos estados e municípios com a União. “ Se não retirarem de pauta este projeto nós pararemos este país” destaca o diretor de Assuntos Legislativos da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil- CSPB, João Paulo Ribeiro.
O ato teve sua concentração em frente ao Ministério da Fazenda e seguiu rumo ao Congresso Nacional. Os manifestantes pronunciavam palavras de ordem e seguravam faixas escritas “não vai ter golpe contra o servidor”. Eles queimaram um boneco e um caixão com coroa de flores (como símbolo da "morte" da proposta e a retirada do pedido de regime de urgência do Executivo).
Caso o governo não cumpra a promessa feita pelo ministro Ricardo Berzoini, na última terça-feira (12), o movimento sindical, com apoio da CSPB, promete paralisação geral por tempo indeterminado.
Assim como JP, o vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Flávio Werneck, disse que o protesto demonstrou que o servidor público tem poder de união. Flávio ratificou a fala do diretor da CSPB ao apoiar greve geral caso seja necessário.
O manifesto teve objetivo de chamar a atenção para os prejuízos embutidos no PLP 257/16. “ Esse projeto veio com uma capa, com um manto que parcela a dívida dos Estados. Mas daqui a dez, doze anos um problema muito maior. Queremos que o serviço público seja prestado com eficiência para todos cidadão brasileiro”. Destacou Werneck.
Para o líder sindical, o servidor público não precisa pagar a conta da crise. Ele disse que para resolver o problema fiscal do país, a solução seria baixar os juros do banco central: “ Se baixar de treze para dez ou ou 9%, vai sobrar dinheiro; vai parar de pagar para a especulação e terá dinheiro para investir em saúde e moradia que é o que o brasileiro merece”. Afirma.
As lideranças sindicais continuam mobilizando suas bases em todo o país e marcaram reuniões gerais na segunda-feira. Um novo ato está previsto para a próxima quarta-feira (20).
Segundo os dirigentes da CSPB e das centrais, o PLP 257/16 reduz salários, indiretamente, pois aumenta a alíquota do PSS, proíbe concursos públicos e, paulatinamente, de acordo com o nível de endividamento dos entes federados, pode demitir servidores não estáveis, além de implementar PDVs e de suspender por até oito anos os concursos públicos.
Secom/CSPB
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