Destaques, Notícias Publicado: 15/03/2016 | 18:19

ONU - Diretora da CSPB participa de conferência: movimento sindical de servidores públicos e igualdade de gênero

A CSPB, representada pela diretora Cintia Rangel,  integra a delegação da ISP na 60ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher.






edição de Grace Maciel
 
A diretora de Assuntos para Mulher da Confederação dos Servidores Públicos do brasil- CSPB, Cíntia Rangel, participou, nesta segunda-feira,(14), na sede das Nações Unidas, em Nova York, da 60ª Conferência Anual sobre o Estatuto da Mulher, CSW. O Brasil preside o encontro que tem como tema principal o empoderamento da mulher e sua ligação com o desenvolvimento sustentável.

 
A CSPB  integra a delegação da ISP na 60ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher - CSW, composta por mulheres vindas de 34 países, que representam diferentes sindicatos de serviços públicos, cuja valorização, qualificação e fortalecimento serão fundamentais para o processo de empoderamento feminino e a concretização dos objetivos globais de desenvolvimento sustentável.


 



De acordo com Cíntia Rangel, diferente dos anos anteriores, além da revisão e interpretação dos objetivos estabelecidos na  Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher- CEDAW, a edição de 2016 pretende examinar de que maneira os países, os Estados-membros podem se organizar para conquistar a  igualdade de gênero até 2030, em seus diferentes aspectos e dimensões.


Tal conquista exige comprometimento universal e esforços muito bem implementados, pois segundo a secretária-geral da ONU Mulher, Phumzile Mlambo-Ngcuka, a humanidade, tal qual se encontra atualmente, levará 50 anos para alcançar a igualdade e 118 anos para alcançar a equidade salarial.
 

Segundo o embaixador brasileiro Antônio Patriota, apesar do cenário negativo encontra-se esperanças.  "Não é impossível. Nós precisamos de objetivos ambiciosos, cada um individualmente em suas vidas e as sociedades, e a comunidade internacional da mesma forma. O fato desse objetivo ter sido consignado na agenda representa uma vontade política antes de mais nada. E não se faz nada sem vontade política. Então, nesse sentido que eu interpreto com um sinal muito positivo de engajamento da comunidade internacional no reconhecimento da importância e também na promoção da igualdade como um fator decisivo para alcançarmos o desenvolvimento sustentável”. Declarou Patriota, ao ser questionado se é possível alcançar o objetivo de igualdade de gênero até 2030.

 
“ Um dos mais evidentes comprometimentos de intercessão pelo empoderamento da mulher parte do próprio secretário-geral da ONU,  Ban Ki Moon que, em diferentes oportunidades, defende que os países das Nações Unidas devem escolher uma mulher para sucede-lo no cargo, cujo mandato termina no final de 2016. Até mesmo o Conselho de Segurança da ONU parece compreender a importância das questões de gênero, prova disto e que no ano passado (2015) adotou, por unanimidade, a Resolução 2242 que reconhece o papel central da participação das mulheres nos esforços globais para alcançar a paz e a segurança, inclusive as contribuições-chave para conter a escalada do extremismo violento e buscar soluções para as complexas crises internacionais dos dias atuais, atuando na prevenção e mediação  de conflitos e na manutenção da paz”, explica Cíntia.


 
Com a maior participação de organizações da Sociedade Civil e representações governamentais, a 60ª sessão da CSW busca se transformar em uma referencia de esforços concentrados e cooperação multilateral para a implementação dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
 


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Secom/CSPB