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Publicado: 9/03/2016 | 11:15
MG: Presidente do Sindicato de Itamarandiba sofre com perseguição
Marlene Moreira que além de sindicalista, é diretora do regime próprio de previdência dos servidores, sofre com constantes ataques da Prefeitura.

por Bruno Menezes
No Dia Internacional da Mulher, uma notícia que traduz fielmente o quanto a mulher sindicalista é forte e luta bravamente pelo que quer. Um caso de perseguição está ocorrendo no Município de Itamarandiba, em Minas Gerais. A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itamarandiba (Sindisita) e diretora do Regime Próprio de Previdência dos Servidores, Marlene Moreira, tem sofrido com perseguições políticas.
O caso já foi noticiado em junho do ano passado pelo site da Fesempre, entretanto, teve novos desdobramentos. Após ser exonerada do cargo de diretora do Instituto de Previdência no ano passado, Marlene Moreira conseguiu na Justiça, um mandado de segurança para retornar ao cargo.
Antes mesmo de seu retorno, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei (PL), enviado pelo executivo,que altera o cargo de diretor do regime previdenciário dos servidores de eletivo - em que os próprios servidores públicos elegem o diretor -, para recrutamento limitado - em que um servidor público é indicado pelo prefeito-. Além desse, o PL também estabelece que o cargo de tesoureiro do Instituto deve ser definido por recrutamento amplo - em que qualquer pessoa, servidor ou não, pode ocupar o cargo, desde que indicado pelo prefeito. .
"Essa perseguição começou depois que começamos a denunciar irregularidades e cobrar uma dívida da Prefeitura com o Instituto de Previdência. A Câmara Municipal ao invés de fiscalizar, pediu uma auditoria que não foi feita em loco, ou seja, no Instituto de Previdência, e em seguida abriram uma CPI para investigar minhas ações. Isso tudo ocorreu sem nenhuma denúncia. É perseguição", explica a presidente do Sindisita e diretora do regime próprio de previdência em Itamarandiba, Marlene Moreira.
Ciente dos fatos, o assessor sindical da Fesempre, Afonso Donizete, disse que a situação demonstra, claramente, uma perseguição implacável. "É uma situação de perseguição implacável. Além claro, de abuso de poder por parte do Legislativo e do Executivo contra a presidente do Sindicato. A Marlene tem buscado melhores condições de vida e de trabalho para a categoria e isso tem provocado um incomodo naqueles que são contra os interesses dos servidores. A Fesempre vai estar ao lado dela nessa empreitada", pontuou.
Fonte: Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais - Fesempre
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