Destaques, Notícias Publicado: 17/02/2016 | 14:52

CSPB entrará com ação contra reajuste de 37,55% do Plano de Saúde da Geap

"Nossa confederação tomará as medidas cabíveis contra esse aumento abusivo que tanto prejudicou nossos servidores". Destacou Marly Bertolino (segunda secretária)


 
 
edição e revisão de Grace Maciel

Representante da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, Marly Bertolino (segunda secretária da entidade) participou, nesta terça-feira (16) da reunião entre diversas entidades sindicais e a "Unidas"( União Nacional das Instituições de Autogestão), para definir ações com o Congresso Nacional, governo e agências competentes para melhorar a atual situação. A confederação entrará com ação contra o reajuste 37,55% no Plano de Saúde da Geap.


A "Unidas" é uma entidade que congrega varias instituições de autogestão em saúde, incluindo entre suas associadas a GEAP – Autogestão em Saúde.

"A CSPB fará o necessário para ajudar os servidores, e fará ponte no diálogo entre dirigentes das autogestões e gestores do governo para resolver a problemática do gerenciamento das operadoras e melhorar a situação do custeio. Ainda assim, nossa confederação tomará as medidas cabíveis contra esse aumento abusivo que tanto prejudicou nossos servidores". Destacou Marly Bertolino.


 
" Para o SINDFAZENDA, as entidades de autogestão precisam tomar atitudes concretas junto ao governo, para uma solução rápida dessa questão de custeio, sob pena de todas elas serem engolidas pelo mercado voraz por lucro. Somente a atuação dos servidores/segurados, não resolverá a questão”.  Ressaltou o presidente do Sindicato Nacional dos Servidores Administrativos do Ministério da Fazenda- SINDFAZENDA, Luis Roberto da Silva.

Na ocasião, foi pontuada a situação das empresas de autogestão em saúde e suas dificuldades perante o mercado de saúde, que é muito predatório para a s empresas de autogestão que não visão lucro, mas precisam atender normas gerais.

Foi unânime entre as entidades a reclamação referente ao reajuste apresentado pela Geap, que ficou bem acima do reajuste proposto pelo governo para o ressarcimento ao servidor.

Os palestrantes informaram que quase metade do reajuste representa a obrigatoriedade da GEAP em formar uma reserva técnica, que fica a disposição da ANS e não pode ser utilizada pela instituição. Dos 37% de reajuste, 14%, aproximadamente, referem-se a essa reserva técnica.
As entidades questionaram o fato de a GEAP tentar resolver suas questões financeiras reajustando, de maneira abusiva suas mensalidades. Isto, além de não resolver a questão, pode, na verdade, agravá-la, tendo em vista que obrigará muitos segurados a desistirem do plano, acarretando perda de arrecadação. " E o mais grave é que trouxe um prejuízo aos nossos associados, que ficaram sem a cobertura de saúde", exclamou o presidente do SINDFAZENDA.

Na oportunidade ficaram definidas algumas ações para tentar resolver a problemática em questão:
 
- Realização de audiência publica na Câmara Federal, que será solicita pelo Dep. Jorge Solla – PT/BA, através da Comissão de Seguridade Social e Família - CSSF;
- Ações junto a Agência Nacional de Saúde Complementar – ANS, visando um tratamento diferenciado para as instituições de Autogestão;
- Ações junto ao governo para a criação de regras claras sobre a sua coparticipação, tendo em vista que a cada ano a contra partida do mesmo vem diminuindo em detrimento ao do segurado;
- Outras ações que serão deliberadas em novas reuniões.



Secom/CSPB com inf
Imprensa/SINDFAZENDA