Destaques, Notícias Publicado: 28/01/2016 | 09:42

Entidades Sindicais mobilizam servidores contra a privatização da Companhia Energética de Goiás – CELG

Sindicalistas reivindicam, junto ao Governo Federal, a interrupção do processo de privatização da estatal.



Contra a “onda” de privatizações que segue em curso em inúmeras unidades da federação, aproximadamente 3,5 mil trabalhadores do setor elétrico se mobilizaram, nesta quarta-feira (27), em frente ao Palácio do Planalto, contra a privatização da Companhia Energética de Goiás – CELG. A intensão da venda já foi anunciada pelo governo do Estado. Sindicalistas alertam para graves prejuízos no tocante à função social da empresa, bem como a ameaça aos direitos dos servidores do quadro. Outros atos ocorreram paralelamente nas 7 capitais - Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Piauí, Alagoas e Goiás - onde as companhias do setor energético estão na lista do Plano Nacional de Desestatização. 
 
Às 10h, o grupo de dirigentes sindicais, responsável pela organização dos protestos, seguiu para mais uma audiência com os ministros Jaques Wagner e Ricardo Berzoini, no Palácio do Planalto, a fim de saber o posicionamento do governo em relação a abertura de capital de Furnas, o cancelamento da privatização da CELG e a resposta ao plano de junção de todas as distribuidoras e geradoras de energia em uma empresa 100% pública para gerir o setor.
 
A equipe foi recebida pelo o secretário executivo Wagner Caetano, com a justificativa de que os ministros foram convocados pela presidenta Dilma para uma outra agenda emergencial. A reunião com os ministros foi reagendada para o próximo dia 3, sob protesto dos dirigentes sindicais presentes. A equipe deixou claro que espera ainda este mês uma resposta sobre a venda da CELG. Segundo os presidentes da CTB e CUT-GO, Ailma Maria e Mauro Rubem, a ocupação no MF seguirá até que o governo apresente uma resposta positiva.
 
"Estamos aqui para fazer pressão no Planalto e no MF. Em Goiás, ocupamos a Secretaria da Fazenda do estado, porque a privatização da CELG é iminente. Essa remarcação da audiência com os ministros, para nós, foi trágica, pois esperávamos que o governo nos desse uma resposta, como prometeu semana passada. Deixamos bem claro ao secretário que precisamos de uma posição urgente, ainda este mês, pois o processo de venda da CELG segue em tramitação. Não vamos sair daqui até que haja boas novas por parte do Executivo. Exigimos uma posição das instituições governamentais responsáveis", alertou Ailma.
 
De acordo com o eletrotécnico, funcionário da CELG e representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, Marcius Rodrigues Alves, a sociedade brasileira está “atordoada” com os sucessivos ataques ao texto constitucional, sobretudo, nas leis que regulamentam os direitos e deveres dos trabalhadores do setor público e da iniciativa privada. O “desmonte” da máquina pública, segundo Marcius, faz parte de uma agenda que visa a precarização das relações de trabalho, bem como o abando da reponsabilidade social do estado, abrindo caminho para a concentração de renda e ampliação das desigualdades sociais no país. O militante denuncia o estelionato eleitoral cometido pelo então governador do estado de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO) e pela Presidente da República, Dilma Rousseff (PT). “Marconi Perillo, assim como nossa presidenta, prometeu em campanha não privatizar qualquer órgão ou empresa pública. No entanto, o governador de nosso estado tem promovido justamente o contrário das promessas de campanha. A população tem muito a perder com essas privatizações. Como exemplo, a função social do estado de levar energia aos menos favorecidos, aos camponeses e trabalhadores da zona rural, fica comprometida já que a prioridade de qualquer empresa privada é o lucro. Marconi Perillo, há 20 anos à frente do Estado de Goiás, promoveu um sistemático sucateamento do setor elétrico. Em que pese duas décadas sem investimentos, nosso governador, descaradamente, segue criticando a CELG para justificar, junto à opinião pública, a privatização da empresa pública. É fácil identificar, diante das circunstâncias, interesses escusos por trás da intensão de venda da CELG”, concluiu o servidor.
 


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Secom/CSPB com informações da CTB