Notícias nos Estados Publicado: 25/01/2016 | 08:15

MG: Membro do Conselho Fiscal da Fesempre cobra providências para Defesa Social do estado

Não há mais concurso para o cargo. Auxiliares efetivos desempenham a mesma função dos assistentes, mas ganham salários inferiores.



O relator do Conselho Fiscal da Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais (Fesempre), Rogenaldo Meireles, fez uma apresentação, no mês de dezembro de 2015, durante o fechamento dos trabalhos do Conselho Penitenciário do Estado de Minas Gerais. O objetivo foi apresentar o relatório referente aos processos analisados pelo Conselho Penitenciário em 2015 e também o quantitativo de indultos e comutações em todo o Estado.

Estiveram presentes o subsecretário de atendimento às medidas socioeducativas, Antônio Armando dos Anjos - representando o secretário de Defesa Social, Bernardo Santana -, o presidente do Conselho Penitenciário de Minas Gerais, Bruno César Gonçalves, o diretor, Marcos Vinicius, o promotor de Justiça do  Ministério Público Federal (MPF), Helder Magno da Silva, o promotor de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Rafael Henrique Martins, a representante da Defensoria Pública, Maria Valéria Valle, o diretor do presídio de Nova Lima e os estagiários Liliane e Narcísio, além do público alvo.

Aproveitando a oportunidade, Rogenaldo Meireles cobrou uma solução para o caso dos auxiliares administrativos da Defesa Social. Isso porque, o cargo foi extinto. Há alguns anos, para ocupar o cargo, o candidato precisava ter, apenas, o ensino fundamental. Hoje, existe o cargo de assistente administrativo. Para esse, é preciso ter, no mínimo, o ensino médio.

"Nós auxiliares, fazemos a mesma função dos assistentes, trabalhamos, inclusive, no mesmo local. Entretanto, com a mudança, nós estamos ganhando salários muito inferiores aos dos assistentes. Atualmente, todos os auxiliares na ativa possuem o Ensino Médio, alguns ocupam o cargo de chefia. Por isso, faço um apelo às autoridades envolvidas. Queremos a paridade", disse o auxiliar administrativo e relator do Conselho Fiscal da Fesempre, Rogenaldo Meireles.

Um caso parecido ocorreu na Polícia Civil de Minas Gerais. O cargo de carcereiro foi extinto, e os servidores que ocupavam o cargo, passaram para o cargo de detetive. Meireles espera que o apelo dê fim nessa diferença de cargos que tem prejudicado os servidores.

 

 

 

Fonte: Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais - Fesempre