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Publicado: 15/12/2015 | 07:21
MG: Feserp lança campanha pela reestatização da Vale
“É a melhor resposta ao que a Vale e suas subsidiárias vêm causando ao Brasil. Em busca de lucros exorbitantes a companhia se descuida perigosamente de suas obrigações fundamentais. E essa postura desagua em desastres ambientais como o rompimento de uma barragem em Mariana (MG)", afirmou o presidente da entidade, Cosme Nogueira.

A Campanha
A Feserp-MG lançou, nesta terça-feira (08 de dezembro) uma campanha pela reestatização da Vale (ex-Companhia Vale do Rio Doce/CVRD), privatizada no Governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “É a melhor resposta ao que a Vale e suas subsidiárias vêm causando ao Brasil. Em busca de lucros exorbitantes a companhia se descuida perigosamente de suas obrigações fundamentais. E essa postura desagua, literalmente, em desastres ambientais como o rompimento de uma barragem em Mariana (MG), que destruiu vilarejos, acabou com a bacia hidrográfica do Rio Doce,, extinguiu fauna e flora e prejudicou enormemente e diretamente cerca de 3,5 milhões de pessoas. Devolver a exploração do minério, que tem que ser controlada, ao Governo Federal e exigir que o Estado assuma os compromissos sociais de outrora tem que ser uma aspiração de todo brasileiro”, afirmou o presidente da FESERP-MG, Cosme Nogueira. O lançamento da Campanha “Reestatização da Vale – A Melhor Resposta” será em Governador Valadares, uma espécie de “capital” do Vale do Rio Doce e a cidade mais populosa e mais prejudicada no trajeto da lama da Samarco – de Mariana (MG) a Regência/Linhares (ES).
As Ações
A Campanha “Reestatização da Vale – A Melhor Resposta” consiste em várias ações visando “devolver” a companhia ao Estado e ao povo brasileiro. A principal dessas ações e coletar assinaturas para apresentar ao Congresso Nacional um Projeto de iniciativa popular nesse sentido – pela Constituição, o número de adeptos exigido para tal gira em torno de 1,3 milhão. Mas há outras: investir na possibilidade de um Decreto presidencial para esse fim, busca por apoios de ONGs (Organizações Não-Governamentais) ligadas principalmente ao meio ambiente e entidades de notória importância (como a OAB- Ordem dos Advogados do Brasil) ou de caráter nacionalista e de senadores, deputados, prefeitos, vereadores e outras autoridades. “A Feserp-MG e a CSB não vão abrir mão de contar nessa luta com outras centrais, outras federações, confederações e sindicatos. O objetivo é comum: reverter uma situação que se mostra, no dia a dia, desastrosa para o Brasil e os brasileiros”, pontuou Cosme Nogueira.
Breve Histórico
A então Companhia Vale do Rio Doce foi criada pelo Governo (presidente Getúlio Vargas) em primeiro de junho de 1942, em Itabira (MG). Atua em 14 Estados da federação e, além de estradas de ferro e portos, detém grandes jazidas de minérios (nióbio, urânio, ouro e manganês entre eles). Em 1997, no Governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), foi privatizada, a “preço de banana” e num processo altamente controverso.
Os Motivos
A barbárie causada pelo rompimento da barragem de Mariana é, sem dúvida alguma, o maior crime já cometido contra o meio ambiente no Brasil. Citamos a palavra crime, pois não concordamos quando usam o argumento de um acidente, pois acidente é o inesperado, aquilo que não se prevê. Já no caso do rompimento da barragem, o diagnóstico é um só: irresponsabilidade. Todas as investigações e depoimentos mostram que havia uma sobrecarga ou saturamento na barragem. Será que a direção da Samarco não sabia disso? E se sabia, porque não tomou as devidas providências?
É evidente que eles tinham total conhecimento da real situação, mas não fizeram nada para evitar, pois a filosofia de gestão da empresa é o lucro acima de tudo, aliado ao sentimento de impunidade que paira sobre o país, principalmente com o sucateamento dos órgãos de fiscalização, que deveriam estar bem preparados para agir com rigor em defesa da sociedade, evitando assim que crimes como esse ocorram.
Afirmamos que a tragédia de Mariana foi anunciada também quando o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) privatizou a Companhia Vale do Rio Doce, passando de bandeja para a iniciativa privada o controle da exploração das riquezas minerais do nosso país. Este é o preço que pagamos – e olha que pagamos muito alto! – por este conceito privatista e entreguista que só visa o lucro e mais nada.
O crime do rompimento da barragem de Mariana devastou e soterrou lugares e assassinou pessoas inocentes. Por onde a lama passou ela deixou um rastro de devastação, atingindo cidades e destruindo a bacia hidrográfica do Rio Doce, prejudicando mais de 3,5 milhões de pessoas. Uma população sem água para beber, uma população que presencia a morte da fauna e da flora do Rio Doce, um povo acostumado a vivenciar e a contemplar a beleza histórica de um rio, pessoas que retiravam deste grandioso rio o seu sustento… Agora só se vê lamento, sofrimento e dor;
E há ainda a sensação de impunidade. Não acreditamos em punição, pois no nosso país não existe punição para ricos e poderosos. Essas multas aplicadas à empresa provavelmente não serão pagas, pois só pobre paga multa no Brasil. Os empresários capitalistas já estão fazendo o jogo da chantagem, argumentando que caso a punição seja alta pode comprometer a continuidade das atividades e a manutenção dos empregos. Tudo isso faz parte do jogo, para impor através do poder econômico um “cala boca”.
A saída para essa grave situação, a única resposta de punição para esse crime está no processo de reestatização da Vale, ex-Companhia Vale do Rio Doce, e suas subsidiárias. Não há melhor momento para reestatizar a Vale do que agora. Motivos o Governo tem de sobra: Ineficiência de gestão, irresponsabilidade, sucateamento, ameaça à segurança e à qualidade de vida dos brasileiros. Com a reestatização, os investimentos continuam, os empregos estão garantidos e o controle da exploração das riquezas do Brasil retorna para o governo e a sociedade.
A lama que vaza pela barragem não soterra apenas as casas e matam as pessoas, mas soterra histórias de famílias e lugares, devastam a dignidade de um povo. Mas, o mar de lama que impera no Brasil de hoje não pode nos tirar a esperança e a vontade de lutar, por um Brasil livre.
Artigo de Cosme Nogueira (Presidente da Feserp-MG)
A Entidade Proponente
Surgida em 10 de novembro de 2009 – com termo de criação publicado pelo Diário Oficial da União em 13 de fevereiro de 2012 – a Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais de Minas Gerais (Feserp-MG) já tem uma bela história. Tem 79 sindicatos filiados, duas sedes (em Belo Horizonte – que funciona, além de escritório, como uma pousada, com toda a estrutura possível para receber sindicalistas a trabalho na capital mineira – e Juiz de Fora), 14 veículos entregues às regiões mais diversas de Minas (para que os sindicatos tenham um instrumento de apoio no trabalho de base e nas manifestações), assistência jurídica (com um corpo gabaritado de advogados), de Imprensa, contábil e administrativa. Isso sem contar o apoio político e, mais importante, a postura política da Feserp-MG, que se posiciona, sempre ao lado do servidor, e lança ações de cunho estadual, como – exemplos maiores – a Cruzada em Defesa dos Direitos dos Servidores e Contra as Demissões e a Cruzada pela Legalidade.
As entidades parceiras de primeira hora
- Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Governador Valadares (Sisem-GV)
- CSPB (Confederação dos Servidores Públicos do Brasil)
- CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Endereços Eletrônicos e Contatos:
www.reestatizacaodavale.com.br / facebook.com/reestatizacaodavale
www.feserpmg.com.br
(31) 3653-7484 e (32) 3214-1316 –
[email protected] / facebook.com/feserpmg
(32) 8855-0246 – 9182-8131 - 9911-8936 (Ailton Alves – Imprensa)
www.sinsemgv.com.br
(33) 3271-3025
www.csbbrasil.org.br
www.cspb.org.br
Fonte: Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais de Minas Gerais - Feserp-MG
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