Notícias Publicado: 11/12/2015 | 09:38

Sinditamaraty participa de mais um evento de preparação para a 4ª CNPM

Plenária de Gestoras do Governo Federal reuniu, nesta quarta-feira (09), em Brasília, representantes de órgãos públicos em mais um evento preparatório para a 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (CNPM) que será realizada em março e tem como tema mais direitos, participação e poder para as mulheres.






por Adriana de Araújo





Plenária de Gestoras do Governo Federal reuniu, nesta quarta-feira (09), em Brasília, representantes de órgãos públicos em mais um evento preparatório para a 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (CNPM) que será realizada em março e tem como tema mais direitos, participação e poder para as mulheres. Onze servidores do Ministério das Relações Exteriores vão participar como delegados na 4ª CNPM, incluindo a presidente do Sindicato Nacional do MRE (Sinditamaraty), Sandra Nepomuceno.

Com a presença da ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, e da secretária especial de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, a plenária governamental teve por objetivo debater e avaliar políticas públicas de gênero desenvolvidas no âmbito dos ministérios e articular experiências de várias áreas.

A abertura do evento foi marcada pelo chamado para a defesa da democracia e combate ao retrocesso. “Nós não podemos ter nenhum direito a menos. Está em nossas mãos o Brasil que queremos”, disse a ministra Nilma Lino Gomes ao se referir ao momento político do país. A ministra lembrou ainda que mais direitos participação e poder para mulheres são questões fundamentais para a emancipação feminina.

“Esse evento é muito importante para avaliarmos os desafios e avanços da implementação de políticas de gêneros nas esferas federal, estadual e municipal e como cada ministério pode se responsabilizar”, disse a ministra. “Aqui também é o espaço para discutimos como as questões de gêneros atravessam as nossas relações de trabalho”, complementou.

A secretária da SPM, Eleonora Menicucci, destacou a necessidade de se mobilizar para impedir retrocesso nos direitos sociais e individuais conquistados. “É impossível falar em mais participação e poder para mulheres sem abordar o momento político que vivemos”, disse.

Eleonora falou também da importância de articular políticas de promoção da igualdade de gênero nas diversas áreas. Segundo ela, todas as pastas tem o dever de atuar para promover a igualdade e combater a violência contra mulher e citou como exemplo o programa Luz para Todo: “regiões  bem iluminadas podem inibir casos de estupros”, constatou.


Itamaraty


Na segunda parte da plenária, delegadas e delegados, reunidos em grupos, discutiram os eixos temáticos da 4ª Conferência, sob a perspectiva da atuação governamental, que incluem contribuição dos movimentos sociais para os direitos das mulheres, participação no sistema político, sistema nacional de política para mulheres e estruturas institucionais e políticas públicas desenvolvidas para mulheres em âmbito municipal, estadual e federal, do qual participou a presidente do Sinditamaraty, Sandra Nepomuceno.

No debate, Sandra relatou ações do Itamaraty voltadas para a promoção da igualdade de gênero como a existência do Comitê Gestor de Gênero e Raça do MRE. Segundo ela, embora a maioria dos cargos de alta chefia dentro do órgão sejam de homens há uma mobilização dentro do órgão e uma preocupação em mudar essa realidade. “Este ano, dos cinco diplomatas recém-promovidos a embaixador, nenhum é mulher. Entre os dez novos ministros, uma mulher”, frisou.

De acordo com Sandra os casos de assédio moral contra mulheres dentro do órgão também precisam ser foco das atenções do MRE. Como resultado, da Conferência livre organizada no ministério, autoridades da casa planejam criar uma ouvidoria para receber denúncias de discriminação de gênero. Outra iniciativa do MRE em parceria com a Secretaria de Políticas para as mulheres já levou a Central de Atendimento à Mulher – o Ligue 180 – para mais de 16 países com o objetivo de receber denúncias ou relatos de violência das brasileiras que vivem em outros países. 







Fonte: Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores - Sinditamaraty