Destaques, Notícias Publicado: 17/11/2015 | 21:14

Seminário Nacional discute situação das mulheres negras no Brasil; marcha nacional é nesta quarta

Ato de protesto que tomará conta da capital federal será nesta quarta-feira (18).



O seminário "Mulheres Negras Trabalhadoras e Resolução Nº 746/2015", do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (codefat),começou nesta segunda-feira (16), em Brasília. O evento, realizado pelo Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial (INSPIR), vai até amanhã (18), com a participação de centrais sindicais.

O encontro antecede a Marcha Mundial das Mulheres Negras, ato de
protesto que tomará conta da capital federal será nesta quarta-feira (18).A expectativa é reunir pessoas de todo país, sob o lema "Contra a violência e pelo bem viver".

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, apoia a marcha: "Além da nossa confederação apoiar, também luta pela unidade e igualdade, para um país justo com oportunidade para todos, independente de raça, classe ou gênero", destacou o diretor de Assuntos Legislativos da entidade, João Paulo Ribeiro - JP.

Segundo informações da CTB, o objetivo do evento é discutir a situação da mulher negra no mercado de trabalho brasileiro, bem como a Resolução, a fim de garantir a implantação e cumprimento da normas estabelecidas pelo documento. O decreto 746 passou a valer em 2 de julho deste ano e recomenda ações de estímulo para a inclusão da população negra nas políticas, programas e projetos custeados com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Segundo dados de pesquisas apresentadas na reunião pela representante do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Lílian Marques, o Brasil possui 97 milhões de negros. As informações comprovam que a pior situação no mercado de trabalho é da mulher negra. A maior parte do trabalho executado por elas no Brasil é doméstico. 95% das vagas para empregadas domésticas são ocupadas por mulheres negras.

Pesquisa realizada pelo Instituto Ethos, em 2010, sobre o perfil sócio-racial de gênero das 500 maiores empresas do País e suas ações afirmativas apontou que, quanto maior o nível hierárquico, menor é a presença de trabalhadores (a) negros. Apenas 13% deles ocupam cargos executivos. Nas funções de gerência estão presentes em somente 25% das vagas. Dados adiantados da mesma pesquisa, realizada este ano, mostram somente 4,7% de negros em cargos de chefia e 1,6% de mulheres negras em funções de administração ou gerência.



* Com informações da CTB




Secom/CSPB