Destaques, Notícias Publicado: 27/10/2015 | 14:18

CSPB participa do 4º Encontro com Mulheres Sindicalistas em Brasília

Na pauta, diálogos sobre o mundo do trabalho e os desafios para a autonomia econômica das mulheres






por Valmir Ribeiro
edição de Grace Maciel





A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, participou, nesta terça-feira (27), do 4º Encontro com Mulheres Sindicalistas, no auditório da Secretária Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, em Brasília/DF. O evento objetivou formular propostas e apontar caminhos para um novo modelo que assegure instrumentos mais eficazes para o ingresso da mulher no mercado de trabalho, bem como a elaboração de mecanismos que facilitem a autonomia financeira do gênero feminino.


 
O evento que teve como pauta diálogos sobre o mundo do trabalho e os desafios para a autonomia econômica das mulheres. Foi dividido em dois painéis temáticos. O primeiro debateu as razões da desigualdade salarial entre homens e mulheres e o segundo discutiu estratégias de enfrentamento das desigualdades salariais.


 

Para a secretária executiva adjunta da Negociação Coletiva e Composição de Conflitos da CSPB, Karla Lúcia Oliveira, uma das representantes da entidade no encontro, os temas selecionados buscam respostas a dois dos maiores desafios das mulheres brasileiras na sociedade contemporânea: a inserção feminina no mercado de trabalho e autonomia financeira que lhes permita independência para escolher seus próprios rumos familiares e profissionais. “Esse encontro se trata de um importante marco no desencadeamento de todo o processo do empoderamento feminino, como, também, da conquista cada vez maior da mulher nos espaços de poder, nos espaços de trabalho e na busca por uma sociedade mais equânime em relação aos homens. Estou segura de que encontros como esse são bastante adequados para nortear a elaboração de políticas públicas mais eficazes, que resguardem as mulheres de ataques violentos que, em alguns casos, se intensificam em nossa sociedade. As mulheres, historicamente, tornam-se mais fortes na medida de seus desafios. Por esta razão, estou confiante de que estamos passando por mais um momento de transição para uma conquista ainda mais significativa de direitos e de vitórias”, disse.
 
Na avaliação da Diretora de Mulheres, Infância e Juventude da CSPB, Cíntia Rangel, a “onda conservadora” lança desafios cada vez maiores às pautas que contemplam os interesses dos segmentos sociais erroneamente identificadas como “minorias”. No “epicentro” desses ataques, afirma a diretora da CSPB, está a mulher brasileira. “ Como exemplo, nós temos um Congresso Nacional com um viés ideológico extremamente conservador. Estes ataques sucessivos dos parlamentares não se restringem apenas às mulheres. Observamos uma tendência que atingir direitos dos trabalhadores que, até então, seguiam sem ser ameaçados. Para além desses ataques aos direitos trabalhistas, mesmo com as regras vigentes, persiste uma inexplicável desigualdade salarial entre homens e mulheres, mesmo quando ambos ocupam exatamente o mesmo espaço no ambiente de trabalho. Criar mecanismos que facilitem o alcance da autonomia financeira das mulheres, vai muito além da busca por justiça social. A desigualdade em relação aos homens, é fácil constatar, exerce uma influência direta no processo de continuidade de violência contra as mulheres. Essa dependência econômica em relação ao cônjuge, em muitos casos, obriga as mulheres a aceitarem, contra suas vontades, diversos tipos de violência física, moral e psicológica. Em contraponto à um Congresso Nacional conservador, temos segmentos intelectuais abrindo trincheiras em defesa de políticas públicas de proteção à mulher. As questões de gênero são cada vez mais debatidas, de maneira bastante aprofundada, em Centros Acadêmicos. Eu acho que essas guinadas conservadoras não são isoladas, elas sempre estarão acompanhadas de movimentos sociais a garantir um contraponto na defesa de amplos segmentos da sociedade. Nós estamos formando jovens que terão um pensamento muito melhor e mais progressista em relação às gerações anteriores. Esta é a verdadeira revolução, a revolução da consciência”, argumentou Cíntia. 
 
 



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Secom/CSPB