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Publicado: 21/10/2015 | 13:15
Sindsisemg participa da Mobilização Nacional dos Servidores e Trabalhadores do Sistema Socioeducativo
Servidores reivindicam, entre outras propostas, a valorização da categoria, aposentadoria especial, porte de arma, criação da Lei Orgânica Socioeducativa, investimentos estruturais e cumprimento da Lei 12.694 - SINASE.
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por Valmir Ribeiro
edição de Grace Maciel
O Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Socioeducativo do Estado de Minas Gerais (Sindsisemg) participou, nesta quarta-feira (21), da Mobilização Nacional dos Servidores e Trabalhadores do Sistema Socioeducativo, em Brasília-DF. O ato foi organizado e coordenado pelo Conselho Nacional de Entidades Representativas de Servidores e Trabalhadores do Sistema Socioeducativo (Conasse), do qual o Sindsisemg é integrante. Na oportunidade, lideranças do movimento entregaram a pauta de reivindicações a parlamentares e representantes do poder executivo nacional.

A concentração dos servidores partiu do Museu Nacional da República. Os manifestantes percorreram a Esplanada dos Ministérios e se reuniram no Congresso Nacional, onde apresentaram aos parlamentares a pauta de reivindicações da categoria. Entre elas: valorização e reconhecimento do profissional Socioeducativo; regulamentação do cargo de agente de segurança socioeducativo; aposentadoria especial; porte de arma para agente de segurança socioeducativo; investimentos estruturais no sistema socioeducativo; criação da Lei Orgânica Socioeducativa e cumprimento da Lei 12.594 - SINASE.
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Representantes do Sindsisemg
Para o presidente do Sindsisemg, Keifferson Pedrosa, o descaso com os servidores e trabalhadores socioeducativos está mobilizando uma categoria com papel social relevante. O sindicalista defende que, diante de um clamor social crescente por segurança pública, a estrutura do Sistema Socioeducativo segue sendo “inexplicavelmente” sucateada em investimentos, sem reposição de quadro de pessoal à altura das demandas da sociedade e trabalhando em condições, muitas vezes, insalubres e desumanas. “Nossas reivindicações visam contribuir, principalmente, para uma sociedade menos violenta, na busca incansável por justiça social e mais oportunidades para seus cidadãos. Nossa categoria não veio à capital federal trazer problemas. Nós viemos com propostas e soluções para que nossos companheiros de jornada possam prestar um serviço à altura das necessidades da sociedade brasileira. Num cenário de ‘guerra civil’ velada, onde mais de 50.000 (cinquenta mil) brasileiros são assassinados por ano, nós enxergamos o agente socioeducativo como a profissão do futuro. Cada adolescente ressocializado, representa uma enorme economia para o Estado, desafoga nosso precário sistema prisional, reduz os índices de criminalidade e abre as portas para um futuro próspero e menos violento. Investir na nossa categoria, é investir no país”, argumentou o sindicalista..jpg)
Segundo o presidente do Conasse, Cristiano Torres, a administração pública e seus gestores comentem um grave erro ao não valorizar os profissionais que integram o quadro de trabalhadores do Sistema Socioeducativo. “Nosso papel é trazer de volta aqueles que já perderam a esperança de possam ser reintegrados à sociedade. Uma missão complexa, difícil, mas motivadora. Infelizmente o Estado joga de lado esses cidadãos. Se eles entraram para o mundo do crime é porque todo mundo falou: a educação falhou, a saúde falhou, a assistência social falhou e a segurança pública falhou. Como último recurso, o Estado joga a responsabilidade das sucessivas falhas anteriores no colo da nossa categoria. Ainda assim, os gestores da máquina pública persistem em não nos fornecer os recursos adequados para que possamos realizar um trabalho da maneira como desejamos: com excelência. O socioeducativo, quer queira, quer não, é parte integrante do cinturão de segurança pública. A busca pela isonomia com outras carreiras de segurança não se trata de perseguir privilégios, mas de garantir melhores condições de trabalho e remuneração digna para essa categoria profissional que, infelizmente, segue tão desvalorizada no Brasil. Seguiremos firmes no propósito de defender esses profissionais e a sociedade brasileira”, defendeu.
Os líderes do movimento, após concentrar o conjunto de manifestantes no Congresso Nacional, entregaram a pauta de reivindicações a parlamentares e representantes do poder executivo nacional.
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serviço fotográfico de Júlio Fernandes
Secom/CSPB
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