Notícias nos Estados Publicado: 9/09/2015 | 09:47

RS: Servidores montam acampamento pela retirada de PLs do governo Sartori

A coordenação do Movimento Unificado esteve reunida com o presidente da Assembleia Legislativa do estado garantindo que os servidores pudessem acompanhar as votações de todos os projetos referentes ao funcionalismo



Após a reunião de líderes na Assembleia Legislativa que definiu a pauta de votações desta terça-feira (08/09) ficou definido que nenhum projeto do chamado ajuste fiscal seria apreciado pelos deputados. Só houve acordo para apreciação da proposta que permite policiais militares com limitação da capacidade física exercerem atividade administrativa, após avaliação médica. Pela manhã,ainda antes da reunião de líderes, a coordenação do Movimento Unificado esteve reunida com o presidente da Assembleia Legislativa do estado garantindo que os servidores pudessem acompanhar as votações de todos os projetos referentes ao funcionalismo.

Do lado de fora da Assembleia, na Praça da Matriz, os servidores acompanham todas as movimentações direto de um grande acampamento montado com a participação de todas as mais de 40 entidades que compõem o Movimento Unificado de Servidores. "Os servidores não vão arredar pé da frente da Assembleia enquanto esses projetos não forem retirados ou derrotados. Não podemos aceitar que os serviços públicos e os servidores sofram o desmonte que o governo pretende realizar. Somos contra privatizações e estabelecimento de um Estado Mínimo", reiterou o presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud.



A partir de quarta-feira (9), matérias polêmicas trancam a pauta do Legislativo e terão prioridade em relação às demais na sessão do dia 15 de setembro. Entre elas estão: criação de um fundo complementar para previdência (atinge a aposentadoria de futuros servidores), Lei de Responsabilidade Fiscal (trata de reajustes aos funcionários e custeio dos demais poderes), veto à incorporação de Função Gratificada (FG) cruzada, extinção da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps) e da Fundação de Esporte e Lazer (Fundergs), além da criação da câmara de conciliação de precatórios.

A ideia do governo, de propor o aumento de ICMS para ser votado na semana que vem, não obteve acordo entre os deputados da oposição, que insistem em votá-lo somente em 22 de setembro, quando a matéria começa a trancar a pauta. Enquanto isso, não há previsão para apreciação do aumento do limite de saques dos depósitos judiciais, que prevê a injeção de R$ 1 bilhão nos cofres do Estado.

O Movimento Unificado de Servidores definiu que serão realizadas reuniões de avaliação diárias no próprio acampamento e simultaneamente serão realizadas atividades nas regiões de base eleitoral de cada deputado no interior do estado, a fim de pressionar pelo voto contrário aos projetos que afetam os serviços e os servidores públicos.





Fonte: Federação Sindical do Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul - Fesssergs

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