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Publicado: 31/08/2015 | 13:41
RS: Movimento Unificado manda recado duro: A greve pode ser mais longa que o previsto
Presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud, fez críticas severas ao governo e alertou que a greve pode ser mais longa que o previsto.
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Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (31) na sede da Fessergs, a coordenação do Movimento Unificado anunciou a retomada da greve por pelo menos quatro dias, até dia 03 de setembro. Mas o presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud fez críticas severas ao governo e alertou que a greve pode ser mais longa que o previsto, uma vez que os servidores estão sem as mínimas condições de trabalhar: "Parece que o governo apostou no caos e optou por deixar para a última hora a tomada de uma atitude. Isso é desumano com a categoria e vai penalizar toda a sociedade que ficará com os serviços essenciais prejudicados", afirmou Arnoud.
A entrevista ocorreu logo após o anúncio feito pelo governador José Ivo Sartori de que os salários serão pagos em quatro parcelas. Durante toda a manhã chegaram notícias do interior do estado confirmando a adesão de praticamente 100% dos professores, da decisão de aquartelamento da Brigada Militar, da prestação somente de serviços de urgência nas delegacias e da manutenção do mínimo de 30% em respeito a lei nos serviços de saúde. Ainda na tarde desta segunda-feira representantes das 44 entidades que compõem o Movimento Unificado se reúnem para avaliar as próximas atitudes, pois diante da situação expostas os servidores públicos já admitem manter a greve por um tempo muito maior que o previsto, que seria até quinta-feira.
Também estão previstos atos no interior e na capital, sendo que na quinta-feira haverá grande concentração de servidores na Assembleia Legslativa do RS, em duas audiências públicas pela manhã e pressão nos parlamentares durante todo dia.
Os servidores querem a retirada do Projeto de Lei 206/2015 que tramita em regime de urgência e que pretende congelar os investimentos nos serviços públicos, não permitindo a nomeação de novos servidores, o que significa que os serviços essenciais como segurança, saúde e educação ficarão ainda mais fragilizados do que já estão.
Veja o calendário de pagamento previsto pelo Governo:
Calendário de pagamento: • Dia 31/8 (segunda-feira): Parcela líquida de R$ 600,00 • Até o dia 11/9 (sexta-feira): Parcela líquida de R$ 800,00 (R$ 1.400,00: 32% dos vínculos) • Até o dia 15/9 (terça-feira): Parcela líquida de R$ 1.400,00 (R$ 2.800,00: 67% dos vínculos) • Até o dia 22/9 (terça-feira): Parcela complementar (100% dos servidores do Poder Executivo – ativos, inativos, pensões previdenciárias e pensões alimentícias).
por Tatiana Danieli
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