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Publicado: 19/08/2015 | 12:00
'Sonegômetro' na Esplanada mostra evasão de R$ 105 bi desde janeiro
Equipamento foi instalado na altura do Museu Nacional da República.
Iniciativa é do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional.

Um "sonegômetro" instalado na manhã desta quarta-feira (19) na Esplanada dos Ministérios, na altura do Museu Nacional da República, mostra que a evasão de impostos já superou R$ 105 bilhões neste ano. O registro foi feito por volta de 8h. O painel foi colocado pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, junto com um "varal" com notas falsas de R$ 100. No ano passado ele contabilizou R$ 502 bilhões.
A ação faz parte das campanhas da Justiça Fiscal, desde 2009, e "Quanto custa custa o Brasil para você?", desde 2011. De acordo com o sindicato, o objetivo é esclarecer a população sobre a relação do impostos sonegados no país e a lavagem de dinheiro. É possível acompanhar a contagem feita pelo aparelho durante todo o ano pela internet.
O sindicato estima que o valor sonegado somente no ano passado seria suficiente para que o caixa do governo federal fechasse no azul, sem precisar cortar investimentos, aumentar impostos e elevar taxas de juros. Presidente da entidade, o procurador da Fazenda Heráclio Camargo, disse que 80% de sonegações estão diretamente envolvidas com a lavagem.
"Os grandes sonegadores usam mecanismos sofisticados, inclusive a criação de offshores, negociam com doleiros e esquentam o dinheiro no Brasil com a declaração irregular de valores por meio de empresas até criadas para esse fim. Esses mecanismos são inacessíveis para a população em geral", disse.
Para Camargo, o valor computado pelo "sonegômetro" pode ultrapassar o de 2014. "Vai ser parecido ou maior por causa da carga tributária. Mesmo com a implantação dos anúncios do governo hoje, não daria tempo de combater isso. Não adianta só ficar aumentando pena de crime de colarinho branco, é uma falácia. Isso acontece porque o estado está desestruturado. Temos de incentivar a prevenção, investir nos órgãos que combatem a corrupção, não só depois quando [o crime] já foi feito."
foto de Luciana Amaral
Fonte: G1
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