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Publicado: 8/07/2015 | 18:04
CSPB se manifesta contra proposta de reajuste do governo
Sindicalistas repudiam a proposta de reajuste plurianual e defendem uma proposta restrita ao ano que vem. Entidades temem que o governo use o acordo para se negar a negociar com a categoria nos próximos anos, tal qual ocorreu com o acordo firmado em 2012. Servidores acenam com a possibilidade de uma greve de todo o serviço público ainda este mês.

por Grace Maciel/ Valmir Ribeiro
A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, participou, nesta terça-feira (7) de reunião no Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão – MPOG, para negociar o reajuste salarial dos servidores públicos federais junto ao governo. Nesta segunda rodada de negociações, os sindicalistas repudiaram a proposta de reajuste plurianual e defenderam uma proposta restrita ao ano que vem. Entidades temem que o governo use o acordo para se negar a negociar com a categoria nos próximos anos, tal qual ocorreu com o acordo firmado em 2012. Após o impasse nas negociações, os servidores acenam com a possibilidade de uma greve de todo o serviço público ainda este mês.
Clique aqui ou na imagem abaixo e veja o depoimento do presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, sobre a reunião para o Plantão da Rádio CSPB.
Ouça aqui o depoimento do presidente da CSPB, João Domingos.
Na primeira rodada de negociações com as entidades federais, o governo respondeu à reivindicação de 27% de reajuste feita pelos servidores com uma contraproposta que estabelece fixação prévia de índices de reajuste para os próximos quatro anos, totalizando 21,3%, assim divididos: 5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,75% em 2018 e 4,5% em 2019. Sindicalistas rejeitaram a proposta por considera-la inaceitável, tendo em vista que as estimativas de inflação para o período são significativamente maiores em relação às reposições salariais propostas pelo governo.
As entidades argumentaram que a proposta até poderia ser aceita, desde que, no caso de a inflação superar as estimativas do governo, automaticamente o reajuste contemplaria a alta inflacionária excedente. No entanto, o governo só ouvi e ficou de dar uma resposta ao clamor das entidades informando que, muito em breve, entrará em contato com as mesmas.
De forma geral, todas entidades participantes estão na mesma situação; entendem que o índice apresentado pelo governo está abaixo do necessário, mas também sabem que o governo não tem margem muito alta para aumentar o percentual. A maioria das entidades aguarda um novo posicionamento do governo, com definições mais claras, em diversos pontos, para se posicionarem efetivamente.
De acordo com o diretor de Assuntos Legislativos da CSPB, João Paulo Ribeiro, o governo conseguiu um desagradável divisionismo na categoria: “ Na minha avaliação, o Fórum das entidades foi prepotente; não conseguiu analisar a importância de estarmos juntos e de dialogar com setores que ainda não foram para o Fórum. No entanto, às 14h00, houve uma outra reunião de entidades que não estavam oficialmente integradas ao Fórum. Ocorre que algumas entidades, como o caso da CSPB, que solicitaram entrada no Fórum, foram deliberadamente ignoradas há mais de um ano.
Segundo JP, além da CSPB tem, nessa situação, o Sindfazenda, o Sinditamaraty e outras entidades que, inexplicavelmente, permanecem sendo desprezadas por algumas pessoas que se consideram ou se intitulam líderes absolutos dos servidores públicos federais.
“ Primeiro, nós da CSPB não achamos que existe liderança alguma, nós respeitamos as entidades de base e suas bases. No que se refere ao governo, tivemos duas reuniões onde o Planejamento permanece irredutível quanto ampliação da proposta alegando que não existe espaço orçamentário para reajustes maiores. O governo, novamente, não sinalizou com nada diferente do que seja as quatro parcelas já apresentadas na reunião anterior.
O secretário de Relações do Trabalho do MPOG, Sérgio Mendonça, alegou durante o encontro , que não tem autorização para apresentar uma proposta com reajuste superior à divulgada no primeiro encontro. Mendonça ouviu das entidades que não era possível firmar um acordo com aquelas quatro parcelas e que, portanto, deveríamos prosseguir com a negociação e trabalhar as mesas específicas.
As entidades argumentaram que a proposta até poderia ser aceita, desde que, no caso de a inflação superar as estimativas do governo, automaticamente o reajuste contemplaria a alta inflacionária excedente. No entanto, o governo só ouvi e ficou de dar uma resposta ao clamor das entidades informando que, muito em breve, entrará em contato com as mesmas.
Penso que a reunião foi ruim pelo lado do divisionismo, mas positiva pelo aceno do governo quanto às negociações específicas. Esperamos superar essa divisão para ampliar as negociações entre nós, e contemplar o interesse de todo o conjunto dos servidores públicos federais”. Finaliza JP.
Mobilização
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As negociações foram acompanhadas por manifestantes que se deslocaram à Capital Federal para participar da Marcha em Defesa da Educação Pública e por servidores de outros setores dos serviços públicos, também convocados a reforçar o protesto desta terça-feira (7).
com fotos de Júlio Fernandes e imprensa/CSPB
Secom/CSPB
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