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Publicado: 16/04/2015 | 16:41
PL 4330/04: CSPB vai às ruas reivindicar revogação do Projeto de Lei que ameaça conquistas trabalhistas
A Confederação já declarou, em nota oficial, ser contra esse PL que precariza as relações de trabalho. Diretores da CSPB presentes na manifestação disseram que, caso seja aprovado esse projeto de lei, o país terá prejuízos "incalculáveis".
por Valmir Ribeiro
edição de Grace Maciel
Diretores da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, participaram, nesta quarta-feira (15), das manifestações que reivindicam a revogação do Projeto de Lei (PL 4330/04) que regulamenta a terceirização no país.
Os sindicalistas entendem que o projeto, caso seja aprovado no Congresso Nacional, trará “enormes” e “incalculáveis” prejuízos às conquistas trabalhistas consagradas no texto constitucional, graças a anos de lutas e mobilizações do movimento sindical em defesa dos interesses dos trabalhadores brasileiros. Direitos estes frequentemente ameaçados na esfera legislativa e que só não foram aprovados graças à resistência das entidades representativas dos trabalhadores.
O secretário executivo de Qualificação e Certificação de Entidades Sindicais da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, Luiz Gonzaga de Negreiros, avalia que a aprovação da PL 4330/04 representa o “maior ataque aos direitos trabalhistas em todo o período da recente história republicana do país”. O sindicalista acredita que a reação das entidades trabalhistas será fundamental para evitar retrocessos junto ao parlamento brasileiro. “Querer suprimir direitos conquistados pelo trabalhador brasileiro representa um atentado à Constituição e ao Estado Democrático de Direito. É por isso que a CSPB, as centrais sindicais e os sindicatos de Brasília estão, em sua grande maioria, engajados nesta que talvez seja a mais importante batalha do movimento sindical junto ao Congresso Nacional. Nós não vamos compactuar nem permitir que direitos conquistados com sangue, suor e lágrimas do trabalhador brasileiro sejam retirados por políticos que não respeitam a Constituição e que se posicionam contra os interesses da sociedade. Os inimigos do desenvolvimento econômico e social do País estão na mira do movimento sindical”, alertou Negreiros.
Para o diretor de Organização Sindical da confederação e presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do Distrito Federal – Sindireta-DF, Ibrahin Yusef, as consequências da terceirização das atividades - fim é, em sua avaliação, o ponto mais crítico incluído no texto da PL 4330. “No Distrito Federal, vivemos uma experiência absolutamente desastrosa de terceirização no setor púbico. O Instituto Candango de Solidariedade abocanhou atividade típica de servidores de carreira, no entanto, o resultado desse atropelamento da terceirização foi um rombo gigantesco dessa empresa que deixou os trabalhadores na mão e rescisões trabalhistas que acabaram por ser terceirizadas ao governo sucessor. Eu chamo a atenção de todos os trabalhadores para irem às ruas pressionar a classe política brasileira pela manutenção dos nossos direitos”, defendeu Yusef
Segundo o coordenador geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal – SJPDF, Jonas Valente, a aprovação da PL 4330 representa a generalização de um modelo de terceirização que fomenta maior rotatividade de mão de obra no mercado de trabalho, mais acidentes na atividade laboral, aumento das horas dedicadas ao trabalho e uma remuneração menor. “No nosso segmento profissional é muito frequente à terceirização, e não são raros os casos de quarteirização conjugados com outras formas de burlar à legislação trabalhista. Quando o trabalhador vai reivindicar o seu direito nas instâncias judiciais, a empresa não paga, ou fica com o processo; ou quebra para formar uma outra empresa. O que se observa nos casos de trabalhadores terceirizados, é que eles ficam muito descobertos de mecanismos para se defender. Se esse PL for aprovado como está sendo sinalizado, nós passaremos a ter uma generalização desse cenário caótico para todo o mercado de trabalho”, argumentou o jornalista.A coordenação do movimento promete novas mobilizações, nas ruas e nas redes sociais, como estratégia permanente para pressionar o Congresso Nacional a revogar do PL 4330/04.
Clique na imagem abaixo e assista a reportagem pela TVCSPB:

Secom/CSPB
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