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Publicado: 6/04/2015 | 10:54
CSPB e Nova Central participam da Plenária dos Conselhos de Saúde da Região Sudeste
Realizada na capital paulista, plenária discutiu os principais temas do segmento Saúde. As sindicalistas Rosseli Christina Barbosa (CSPB) e Dina Elisa Corrêa Santos (NCST) participaram dos debates.

A Plenária dos Conselhos de Saúde da Região Sudeste, realizada entre os dias 21 e 22 de março, em São Paulo, contou a participação de diversas lideranças sindicais. Entre elas estava a diretora da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, Rosseli Christina Barbosa, e a diretora de Serviço Público da Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST, Dina Elisa Corrêa Santos. O evento é uma preparação para a 15ª Conferência Nacional, programada para Dezembro de 2015.

A plenária discutiu os principais temas do segmento Saúde. Os eixos temáticos foram: Direito à saúde, garantia de acesso e atenção de qualidade; participação social; valorização do trabalho e da educação em saúde; financiamento do SUS e relação público-privado; gestão do SUS e modelos de atenção à saúde; informação, educação e política de comunicação do SUS; ciência, tecnologia e inovação no SUS; reformas democráticas e populares do Estado.
Outro objetivo do encontro foi a avaliação participativa da situação da Saúde no Brasil e o debate sobre a conjuntura política nacional, a fim de fomentar as reformas necessárias e a sistematização de prioridades regionais e intersetoriais, para a garantia dos direitos sociais.
Demais temas debatidos trataram da saúde em caráter inclusivo, integrativo e suficiente, para atender a população; a luta pelo aporte para a saúde; o subfinanciamento do SUS; o combate à abertura ao capital estrangeiro no SUS; o enfrentamento para desacelerar a terceirização desenfreada; o orçamento impositivo e as regras de aposentadoria, que não atendem a população.
A interferência do poder econômico sobre o poder público via financiamento empresarial de campanhas, foi apontado como outro fator limitador para avanços no setor público de Saúde. “O candidato eleito, como sabemos, defenderá os financiadores de suas campanhas”, defendeu Dina. A sindicalista completou: “O nosso sistema político foi capturado pelo poder econômico, não atende os interesses do cidadão. A empresa não vota, não é cidadã, não tem o direito de decidir o futuro do país”.

A desigualdade social também foi tema muito explorado nas discussões. Segundo a diretora da NCST, Dina Santos, foram apresentados dados que atestam o significativo fosso social do País. “66% dos brasileiros vivem com menos de 21 reais por dia. 73,3% da riqueza nacional está nas mãos dos 10% mais ricos e, como se não bastasse, 1% da população possui mais de 50% das terras agricultáveis. Nosso país não é pobre, é desigual!”, indigna-se a sindicalista.
Dina denuncia o perfil conservador do Congresso Nacional. No entanto, não poupa o governo por seguir a “cartilha” dos conservadores em detrimento das reivindicações sociais e trabalhistas. “Nosso Congresso Nacional é totalmente conservador e o poder econômico pressiona muito. A campanha eleitoral do atual governo prometeu muitas coisas e não conseguiu cumprir, há, neste momento, muitos protestos, a maioria pelo fim da corrupção. A população está insegura e há uma crise no sistema político, há corrupção nos níveis municipais, estaduais e federais. Temos que mudar o sistema político, juntar as entidades de base, fazer o enfrentamento, pressionar” disse.
A líder sindical afirmou que o governo entrou em contradição com as promessas de campanha ao mexer nos direitos dos trabalhadores, especialmente na Saúde. “Os projetos da Saúde estão engavetados. O governo não enviou dinheiro para a Rede Cegonha, não está investindo em hospitais públicos, não há medicamentos, instrumentos. Neste momento, é fundamental dar autonomia aos Conselhos que, lamentavelmente, não estão sendo respeitados pelos gestores em muitos locais. É preciso cumprir os 10 % da Saúde e investir em política social. Nossa luta é por uma saúde pública de qualidade, pela defesa dos princípios e diretrizes do SUS, pela representação da sociedade em todas as etapas, pelo respeito aos saberes tradicionais, por inovação no SUS, na ciência e tecnologia”, concluiu.
O próximo grande encontro será na IXX Plenária Nacional de Conselhos de Saúde, Entidades e Movimentos Sociais e Populares, realizada nos dias 13 e 14 de abril, em Brasília. O evento estima um público de 6 mil pessoas que irão discutir temas para a Conferência Nacional de Saúde, programada para dezembro de 2015.
Secom/CSPB com informações da diretora da Nova Central, Dina Elisa Corrêa Santos.
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