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Publicado: 18/03/2015 | 17:48
Centrais discutem estratégias de “mobilizações e negociações” com o governo
O encontro desta quarta-feira (18) foi uma prévia para discutir os temas que serão apresentados na 14º Reunião do GT da Representação Sindical dos Servidores Públicos (SRT), programada para esta quinta-feira (19), às 09h00, no MTE.
por Valmir Ribeiro
edição de Grace Maciel
Integrantes do Grupo de Trabalho (GT) da Câmara Bipartite da Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, reuniram-se na Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, para discutir as novas pautas e demandas das entidades sindicais junto ao governo. O encontro desta quarta-feira (18) foi uma prévia para discutir os temas que serão apresentados na 14º Reunião do GT da Representação Sindical dos Servidores Públicos (SRT), programada para esta quinta-feira (19), às 09h00, no MTE.
Compareceram ao encontro, representantes da Nova Central Sindical dos Trabalhadores – NCST; da Central Única dos Trabalhadores – CUT; da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB; da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB, e da Força Sindical, para ajustar uma pauta conjunta e estratégias de negociações junto ao governo, bem como definir um calendário de mobilizações e campanhas em defesa dos interesses e reivindicações dos servidores públicos brasileiros.
Entre os mais de 35 itens da pauta de discussão, os sindicalistas definiram alterações, incrementos e, até mesmo, a eliminação daquilo que consideraram de menor importância diante das novas circunstâncias políticas de 2015. As discussões seguiram no caminho de hierarquizar as pautas e a construção de uma agenda comum.
Entre as pautas que foram apreciadas pelo GT, mereceram destaque: a paridade salarial entre ativos e aposentados; fim da terceirização que retira direitos dos trabalhadores; aprovação da PEC 555 que extingue a cobrança previdenciária dos aposentados; aprovação do PL 4434 que recompõe as perdas salariais; direito de negociação coletiva (Convenção 151); isonomia salarial e de todos os benefícios entre os poderes; aprovação da PEC 170/12 que trata da aposentadoria integral por invalidez e a liberação de dirigentes sindicais com ônus para o estado, sem prejuízo nas promoções e progressões de carreira.
Além disso, os dirigentes sindicais avançaram na discussão para elaboração de um modelo de organização sindical para as entidades representativas dos servidores públicos. Questão que, pela complexidade, alguns pontos foram adiados para outro encontro.
Os líderes sindicais chegaram ao consenso de que o cenário político e econômico do ano de 2015, inevitavelmente, apresentará grandes desafios ao movimento sindical. A construção de uma agenda comum; de um calendário organizado de mobilizações; e um forte trabalho de “ negociação e pressão” junto aos poderes Legislativo e Executivo; são premissas basilares para evitar retrocessos nas conquistas trabalhistas dos servidores.
* Imagens de Júlio Fernandes
Secom/CSPB
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