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Publicado: 21/01/2015 | 10:02
MG: Servidores públicos de São João do Paraíso sofrem com a displicência do prefeito do município
Além de não pagar salários em dia, descontos de empréstimos consignados não foram repassados aos bancos, o que gerou a inclusão de servidores no SPC. Eles ainda lutam pelo pagamento do 13º salário de 2014.

Uma situação inusitada e caótica tomou conta do município de São João do Paraíso, no norte de Minas Gerais. O que deveria ser um direito, virou motivo de dor de cabeça para os servidores do município. Desde julho de 2014 eles enfrentam dificuldades para receber seus salários. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São João do Paraíso (SindUnião), esteve a frente, na época, de uma greve que pedia a regularização dos pagamentos. O Sindicato entrou ainda, na Justiça, com um Mandado de Segurança para que a Prefeitura pagasse os salários até o quinto dia útil de cada mês.
Apesar do Mandado de Segurança ter sido julgado como procedente, o prefeito de São João do Paraíso insiste em realizar os pagamentos com atraso, o que gera transtornos aos servidores. Além disso, descontos de empréstimos consignados foram feitos nos salários dos servidores e não foram repassados para os bancos. Dessa forma, diversos servidores do município tiveram seus nomes incluídos no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).
O Presidente do SindUnião, Solon Chaves, explicou que até o sindicato tem sofrido com a atual gestão do município. "Há mais de três meses a Prefeitura não repassa a contribuição sindical para nós. Essa contribuição é descontada na folha de pagamento de nossos filiados. Sem ela, não podemos pagar coisas básicas e essenciais para o funcionamento sindicato, como: aluguel, água, luz , dentre outros", lamentou.Os servidores ainda lutam pelo pagamento do 13º salário de 2014, que também está atrasado.
Na última quinta-feira (15), o SindiUnião realizou uma Assembleia-Geral com os servidores do município. No encontro ficou decidido que todas as categorias vão fazer greve a partir da próxima segunda-feira (26). A paralisação vai durar até que a Prefeitura pague o 13º salário integral de todas as classes.
Ficou decidido ainda que o departamento jurídico do SindUnião vai entrar na Justiça com uma Ação Civil Pública (ACP) contra todos os atos de improbidade administrativa cometidos na atual gestão.
Fonte: Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais - Fesempre
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