Destaques, Notícias Publicado: 5/09/2014 | 11:42

Prefeito de Crixás-GO extrapola folha de pagamento dos servidores em 60%

Falha administrativa impede o reajuste da data-base 2014/2015. Prefeito também responde por crimes ambientais e utilização indevida de recursos públicos.




Afastado do cargo por um prazo de 90 dias, o prefeito do município de Crixás-GO, dr. Orlando Silva Naziozeno (PMDB), conseguiu, na Justiça, a anulação da decisão do Câmara Municipal que o manteve afastado do executivo local durante esse período. O prefeito, que prejudicou os servidores municipais efetivos por extrapolar a folha de pagamento, conforme certidão no Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás, responde, na Justiça, por crimes ambientais e utilização indevida de recursos públicos.
 
O sindicalista do SINDICRIXÁS, e diretor da Federação das Entidades Sindicais dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Goiás (Fesspumg), Dilvimar Martins, protocolou denúncia na Câmara Municipal de Crixás-GO. O vereadores, por nove votos a dois, acataram a denúncia  e decidiram afastar o prefeito por um período de 90 dias para a investigação de improbidade administrativa e crimes ambientais, entre eles: retirada de centenas de caminhões de areia clandestina, para a construção de uma pista de vaquejada particular para um fazendeiro rico da região da estrada Baldaia; construção de uma barragem na fazenda Carvalho de propriedade do senhor Santana Machado dos Santos, no município de Uirapurú-GO; desmatamento de 4 alqueires na fazenda do senhor, João Machado Rodrigues, no mesmo município; e dezenas de caminhões de areia depositados na sede da fazenda.
 
Quanto às infrações ambientais, o prefeito é acusado de retirar, através de moto-serra, árvores verdes de espécies nativas, tais como: Aroeiras; Jatobá; Goiavira e Ipê. Todas retiradas da fazenda Bonanza, de propriedade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Município de Crixás-GO.
 
O prefeito se defende alegando ser vítima de perseguição política e que as denúncias ainda não foram investigadas. Quanto às acusações de que a Prefeitura de Crixás gasta além do permitido com a folha de pagamento, dr. Orlando justifica que houve um erro da contabilidade da prefeitura que inclui, nas despesas com servidores,  o PROAS – Programa de Readaptação à Sociedade. O programa, que utiliza recursos federais, tem como beneficiários deficientes físicos, idosos e ex-prisioneiros. O prefeito argumenta que, ao retirar o valor relacionado ao PROAS, a Prefeitura se aproxima do limite estabelecido por lei, e que ele tem até o final do ano para ajustar a folha de pagamento com a arrecadação do município.
 
 


Secom/CSPB