Notícias Publicado: 22/11/2024 | 07:40

Boulos apresenta projeto de lei para garantir cumprimento do teto remuneratório no funcionalismo público



Proposta estabelece que a remuneração deve incluir todas as parcelas recebidas, como salários, subsídios, gratificações e indenizações
 


Proposta estabelece que a remuneração deve incluir todas as parcelas recebidas, como salários, subsídios, gratificações e indenizações

 
Guilherme Boulos (PSOL) apresentou, na segunda-feira (18), apresentou um projeto de lei para garantir cumprimento do teto remuneratório previsto pela Constituição para servidores públicos — Foto: Reprodução/GloboNews


O deputado Guilherme Boulos (PSOL/SP) apresentou, na última segunda-feira (dia 18), um projeto de lei para garantir o cumprimento do teto remuneratório previsto na Constituição para servidores públicos, incluindo membros dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de agentes políticos e detentores de mandatos eletivos.

O PL 4413/2024 estabelece que a remuneração dos servidores deve incluir todas as parcelas recebidas, como salários, subsídios, gratificações e indenizações. Se a soma de todas as parcelas ultrapassar o teto constitucional, o valor excedente será considerado nulo e descontado de futuros pagamentos. O projeto prevê ainda sanções administrativas e civis em caso de descumprimento.

A proposta proíbe a criação de novas vantagens ou benefícios para contornar o teto salarial. Novos benefícios só poderão ser instituídos por lei específica, comprovando sua necessidade. O texto também exige que os entes federativos mantenham registros transparentes das remunerações, com acesso público de forma eletrônica. O projeto prevê ainda exceções para parcelas indenizatórias, desde que se refiram a despesas comprovadas pelos servidores no exercício de suas funções, e não resultem em aumentos permanentes na remuneração.

O texto está em tramitação e aguarda despacho para as comissões permanentes, com expectativa de ser encaminhado as Comissões de Administração e Serviço Público (CASP), de Tributação e Finanças (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) para debate e votação antes de seguir para o plenário.




Fonte: Coluna Servidor Público - Jornal Extra