Destaques, Notícias Publicado: 28/08/2014 | 21:32

Abertura oficial: Encontros Nacionais de Mulheres e Seminário de Segurança Pública

A abertura oficial dos encontros precedeu a palestra sobre o Estado Social e Democrático de Direito, proferida por João Domingos. 





por Valmir Ribeiro
edição de Grace Maciel

 
 

Seguindo a programação definida no calendário de eventos da entidade, a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) deu início a abertura oficial do Encontro Nacional de Mulheres e do seminário nacional “O Papel da Segurança Pública no Estado Social de Direito”.
 
Os coordenadores dos encontros, Cíntia Rangel e Fernando Anunciação, juntamente com presidente da CSPB, João Domingos, com o vice-presidente João Fabiano da Costa Britto e com o secretário-geral da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Moacyr RobertoTech, deram as boas vindas aos convidados e breves depoimentos sobre a atuação da entidade nesses dois temas de grande interesse social. Logo em seguida, João Domingos discursou sobre o tema “Estado Social e Democrático de Direito” na visão da CSPB.



João Domingos destacou que, em todas as ações da CSPB, da reunião de diretores aos seminários e congressos, sempre os temas estão submetidos ao estado democrático e social de direito.
 
O presidente da CSPB alertou que movimento sindical, diante de tantas inovações da sociedade contemporânea, não está acompanhando o ritmo dessas mudanças e, pior, está perdendo o discurso ideológico. “O sindicalismo está sem as bases teóricas para defender suas bandeiras. A partir do consenso de Washington, o movimento sindical ficou mais perdido ainda. Paralelamente, a crise do capitalismo foi se agravando de tal forma que fragilizou, ainda mais, as relações entre capital e trabalho.”
 
De acordo com o sindicalista, alguns erros estratégicos inviabilizaram a conquista de maior protagonismo nos movimentos sindicais e sociais. “Quando o movimento sindical se lançou à proposta de se harmonizar com o sistema capitalista, foi seu maior equívoco. O sistema capitalista é forjado nos interesses de mercado, portanto, jamais entraria em harmonia com uma proposta que contemplasse os interesses sociais, tendo a pessoa humana, como o eixo das ações do Estado.
 
Para ele,  o Brasil é um estado democrático de direito que funciona apenas aos interesses dos capitalistas. “Esse modelo surge para priorizar as coisas, em detrimento de priorizar o ser-humano”, argumentou.
 
Domingos defende que o Estado Democrático e Social de Direito é, para a CSPB, o maior programa de formação sindical que se possa alcançar. Pois, segundo ele, o conceito retoma a utopia a guiar novas ações e propostas ao bem estar coletivo. “Agora que nós temos uma formatação clara desse projeto, iremos aplicá-lo desde uma reunião de diretoria a qualquer outro de evento de maior ou menor porte da nossa confederação”, disse.
 
 


Secom/CSPB