Destaques Publicado: 7/08/2014 | 22:01

CSPB participa da 2º mesa de debates do 10º Congresso da Fesempre

A segunda mesa formada reuniu candidatos, políticos, sindicalistas e servidores, entre eles a 2º secretária da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, Marly Bertolino. A pauta versou sobre reflexos, contexto social e participação sindical.



(foto de Zamir Brandão)


por Valmir Ribeiro
edição de Grace Maciel

 



A segunda mesa formada reuniu candidatos, políticos, sindicalistas e servidores, entre eles a 2º secretária da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, Marly Bertolino, na tarde desta quinta-feira (7), em Belo Horizonte- MG.  A pauta versou sobre reflexos, contexto social e participação sindical.
 
Para Marly Bertolino, o tema é de extrema importância para os participantes do evento, uma vez que de acordo a 2ª secretária, programas de incentivo e valorização dos servidores são fundamentais, e a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil-CSPB, está sempre investindo neste sentido.
 
Segundo o coordenador-geral do Sindicato do Ministério Público de Minas Gerais, Eduardo Maia, os servidores precisam se unir em torno de objetivos comuns se quiser fazer frente aos novos desafios da sociedade. “Eu tenho uma proposta para apresentar à vocês: o Programa Nacional de Valorização do  Servidor Público. Esse projeto tratar de forma igualitária os servidores públicos em todas as instâncias. Pretendemos trabalhar em prol de um piso salarial nacional para cada uma das categorias dos servidores públicos. Esse programa nacional não é de gabinete, é um projeto de categoria. Queremos expandir e compartilhar esse projeto com todas as entidades ligadas ao setor público”, ressaltou.  
 
Na mesma direção, o deputado estadual e presidente do Sindpol-MG, Denilson Martins, defendeu uma maior representação dos servidores no legislativo. “Nós, em Minas Gerais, estamos há quase 5 anos com projeto de piso salarial aos servidores que, infelizmente, não sai do papel. Somos a segunda maior densidade demográfica e ainda convivemos com essa discrepância em relação a outros estados. O governo entende que piso salarial, em nosso Estado, é a soma de todos os benefícios sociais agregados ao salário do servidor. Precisamos de parlamentares que não apoiem bancada ou governo, mas aqueles comprometidos com os interesses da sociedade e do trabalhador”, argumentou.
 
Segundo o diretor da Fesempre, Cláudio Ortiz, o período eleitoral é de suma importância para se definir um novo cenário político em favor do trabalhador e do servidor público. “O trabalhador tem que ter responsabilidade no voto. Se nós quisermos crescer, infelizmente, dependemos de maior representação para garantir melhores condições de negociação. Por quê os servidores não constroem a sua história nas esferas políticas? Até então, nós elegemos deputados federais e estaduais que não nos representam. Precisamos mudar esse cenário.”
 
Candidato ao cargo de deputado federal pelo Estado de Minas Gerais e presidente licenciado do Sindicato dos Policias Federais, Rodrigo Porto, reforçou a necessidade de aumentar a representação política do movimento sindical. Como policial, o sindicalista apontou a importância de viabilizar políticas públicas direcionadas ao combate à violência e ao crime organizado, sobretudo, em Minas Gerais. “A taxa de crescimento de crimes violentos no nosso estado, cresce cerca de 20% ao ano. Para crimes de menor potencial ofensivo, o aumento anual atinge 10%. Isso ocorre porque nossos governantes não estão querendo resolver nossos verdadeiros problemas. Estes pagam por segurança privada e não necessitam dos serviços públicos na área de segurança. Precisamos urgentemente ampliar esse debate político mesmo após as eleições deste ano”.
 
Na conclusão dos debates, o diretor da Fesempre e candidato a deputado estadual, Wesley Marques, fez a leitura de uma escritura bíblica e relatou seus objetivos políticos caso seja eleito. “Serei um legítimo representante do movimento sindical, dos trabalhadores e servidores públicos. Sem representação efetiva, seremos esmagados por um sistema que joga contra os interesses do trabalhador”, concluiu.
 



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Secom/CSPB