Notícias nos Estados Publicado: 1/07/2014 | 08:48

MG: Sinjus e Serjusmig apresentam emendas à LDO

Os sindicatos, por meio da subseção Sinjus-MG/Serjusmig do Dieese, formularam duas emendas que, apresentadas ao deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT),  foram imediatamente protocoladas pelo parlamentar, importante parceiro da categoria.
 



Apresentado ao Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais em maio deste ano, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, LDO, para o exercício de 2015, que estabelece as prioridades para a aplicação dos recursos que serão especificados na Lei Orçamentária Anual, LOA, no próximo ano.

Os sindicatos, por meio da subseção Sinjus-MG/Serjusmig do Dieese, formularam duas emendas que, apresentadas ao deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT),  foram imediatamente protocoladas pelo parlamentar, importante parceiro da categoria.

A primeira emenda preconiza, entre outras coisas, o detalhamento dos gastos da administração pública estadual, garantindo mais transparência às transações. “Assim, poderemos saber como é gasto o recurso disponível, se com o magistrado se com os servidores, ou com investimentos na melhoria de estrutura dos fóruns. Acreditamos que a transparência favorece a lisura de todo o processo”, justifica Robert França, diretor do Sinjus-MG. A emenda solicita a inclusão do “Item de Despesa” na discriminação das despesas na estrutura do Orçamento Fiscal.

Na visão do Sindicato, na justificativa da proposição constam argumentos legítimos, como o fato de “o Orçamento Público ser a principal forma de acesso e controle da sociedade sobre o gasto e a arrecadação do Estado. Para tornar o acesso fácil, todo Orçamento Público deve seguir o princípio da Transparência e da clareza nas informações ali contidas”.

Outra emenda, especificada no parágrafo 2º, solicita que a receita corrente líquida arrecadada acima da prevista no exercício de 2015 e apurada no período compreendido entre os meses de setembro de 2014 e agosto de 2015, seja objeto de repartição e repasse, em outubro de 2015, aos Poderes e Órgãos referidos. De acordo com França, “o superávit tem que ser baseado na receita corrente líquida arrecada e não na estimada, para que não existam discrepâncias entre os valores”, observa.

Para o coordenador-geral do Sinjus-MG, Wagner Ferreira, as emendas representam o papel proativo dos sindicatos em buscar melhorias no orçamento do Estado. “O Tribunal não pode continuar renunciando receita e ao mesmo tempo negando atender a pauta de reivindicações da categoria. A emenda 2 é justamente para impedir que o Executivo se aproprie de recursos destinados aos demais Poderes. Desde 2005 o TJMG deixou mais de 1 Bilhão para trás.”

O sindicato vai solicitar ainda o apoio formal da Presidência do TJMG, que tomará posse na próxima semana, para que as emendas sejam aprovadas na Assembleia Legislativa. Leia aqui as duas emendas na íntegra.




Fonte: Sinjus