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Publicado: 13/05/2014 | 10:10
Professores das redes municipal e estadual entram em greve no Rio
Paralisação é por tempo indeterminado, segundo o sindicato. Categoria tem pauta unificada e cobra cumprimento de acordos firmados.
Começou na segunda-feira (12) a greve por tempo indeterminado anunciada pelos professores das redes municipal e estadual de ensino do Rio. A categoria cobra melhoria salarial e cumprimento dos acordos firmados no ano passado após a paralisação de 70 dias. Algumas escolas receberam os alunos na manhã desta segunda mas não se sabia quantos professores compareceriam ao trabalho.
Os profissionais da educação mantêm uma pauta unificada de reivindicações: Plano de carreira unificado, 20% de reajuste salarial, um terço de tempo para o planejamento de aulas, mais concursos públicos e diminuição da carga horária para 30 horas.
Além disso, segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), tanto a prefeitura quanto o governo do estado não cumpriram o acordo que deu fim à greve de 70 dias ocorrida em 2013 e os professores exigem que os compromissos sejam honrados.
A Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) disse que as reivindicações não podem ser as mesmas para estado e município. A Secretaria Municipal de Educação declarou que seguiu rigorosamente o acordo firmado com os professores no ano passado.
Na sexta-feira (9), um dia após a assembleia que levou os professores a decidirem pela greve, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, marcou uma audiência para esta terça-feira (13), em Brasília, para tratar da greve e pediu ao Sepe que não paralise as escolas antes da audiência.
Rede Estadual
A Secretaria estadual de Educação (Seeduc) afirmou que a proposta de reajuste do governo é de 8% e ainda depende de votação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Quanto à demanda de equiparação salarial dos professores, a Seeduc informou que a rede estadual do Rio paga, atualmente, R$ 16,90 pela hora-aula. Valor maior do que a hora-aula em São Paulo (R$ 15,80), no Espírito Santo (R$ 9,80) e em Minas Gerais (R$ 11,80).
A secretaria informou que os novos servidores têm ainda auxílio-transporte (entre R$ 63 a R$ 120/mês), auxílio-qualificação (bônus anual de R$ 500), auxílio-alimentação (R$ 160 mensais) e auxílio-formação para professores regentes de turma em parceria consórcio Cederj (R$ 300 mensais).
Fonte: G1
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