Notícias Publicado: 12/05/2014 | 10:22

Planalto defende crédito subsidiado para melhorar serviços públicos

A presidenta defendeu, também, a concessão de crédito subsidiado, como os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), rebatendo os críticos dessa modalidade de financiamento. 




Na última sexta-feira (9), a presidenta Dilma Rousseff assinou o edital para a contratação da empresa que irá construir o metrô de Curitiba. Dilma também anunciou, na capital paranaense, a inclusão das obras do Contorno Sul de Curitiba na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De acordo com a presidenta, ainda haverá licitação para a execução das obras e os investimentos serão de aproximadamente R$ 400 milhões.
 
“O nosso objetivo é nos esforçarmos todos para fazê-la [a licitação] ate o final de agosto”, informou a presidenta, que considera a obra fundamental para melhorar a mobilidade e evitar o transporte de cargas dentro da cidade. Segundo Dilma, a restauração irá percorrer 14,5 quilômetros do contorno da cidade. No caso do metrô, serão 17,6 quilômetros e 14 estações com capacidade de transportar até 45 mil passageiros por hora.
 
Por meio de uma licitação internacional, o edital vai conceder 45 dias para que as empresas interessadas em construir um sistema metroviário apresentem propostas. Dos R$ 4,56 bilhões a serem investidos na construção, o consórcio vencedor do edital irá contribuir com R$ 1,4 bilhão e conseguirá autorização para administrar o metrô por 35 anos. O governo federal vai investir R$ 1,8; e o governo estadual e a prefeitura, com R$ 700 milhões cada.
 
Dilma Rousseff, ao citar que os recursos provêm do Orçamento Geral da União, disse que o dinheiro a ser colocado nas obras é a fundo perdido – sem possibilidade de recuperação. Segundo a presidenta, o aporte de recursos é absolutamente necessário, “caso contrário o projeto não ocorre”.
 
A presidenta defendeu, também, a concessão de crédito subsidiado, como os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), rebatendo os críticos dessa modalidade de financiamento. “Ao contrário do que alguns dizem por aí, trata-se de subsídio, e subsídio é necessário no Brasil sim. Há que subsidiar vários segmentos, porque senão não tem obra não”, argumentou durante o discurso.
 
Dilma lembrou que, após as manifestações de junho do ano passado, outros R$ 50 bilhões foram prometidos pelo governo federal, gerando um total de investimentos de R$ 143 bilhões. A presidenta reconheceu que, mesmo o país tendo aumentado a renda da população nos últimos anos, não se investiu o suficiente nos principais serviços públicos, entre eles, a mobilidade urbana.
 
Dilma Rousseff, após a cerimônia, visitou as obras da Arena da Baixada, estádio que vai receber quatro partidas da primeira fase da Copa do Mundo. Segundo informações do governo, 98% das obras estão concluídas. A presidenta visitou as instalações da \Arena e conversou com os responsáveis pela obra. De propriedade do Atlético Paranaense,  estádio terá capacidade ara 43 mil lugares. O valor da reforma chegou a R$ 360 milhões.  
 
 



SECOM/CSPB com informações da Agência Brasil