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Publicado: 20/02/2014 | 09:45
MG: Sindicato dos servidores de Além Paraíba luta para assegurar insalubridade
Laudo encomendado pela Administração anterior junto à empresa Crimetra retirou direito ao adicional devido aos servidores da limpeza escolar e da rodoviária. Aceno de greve forçou o atual gestor a renegociar a situação.

A auditoria anterior, levada a cabo em 2009, fez um apanhado setorial, segundo o Sindicato, que se resumiu em visitas a escritórios. "Seguiram a indicação do ex-prefeito e não visitaram os locais específicos de trabalho, para uma justa análise das condições", critica o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Além Paraíba, Carlos Luis Alves.
Para ele, o ato do ex-prefeito Wolney Freitas teve influência direta na decisão do atual mandatário, Fernando Lúcio Donizeles, que, balizado pela pesquisa, assumiu logo cortando custos, dentre eles a insalubridade.
Carlos se mostra decepcionado com a nova gestão. "O atual prefeito teve 95% de apoio dos servidores, mas deu aumento de quase 80% apenas para o secretariado, enquanto o trabalhador braçal ficou a ver navios".
O sindicalista deu entrevista em emissoras de rádio locais pedindo sensibilidade com a causa do servidor. "Não pode haver isso, corte de pagamento em véspera de Natal, queda brusca de renda. Grande parte dos servidores foi até o banco e tirou empréstimo em cima dos valores que ganhava, e de repente ficou sem a insalubridade", recrimina.
Ameaça de greve flexibiliza situação
Não fosse a tradicional estratégica de paralisação, única arma democrática de que dispõem os trabalhadores, embora o Governo tencione retirar tal direito, o corte da insalubridade estaria consumado e não se falaria mais nisso.
Após os servidores optarem pela greve em assembleia promovida pelo Sindicato, o prefeito fez uma contraproposta, para que seja realizado um novo levantamento. O estudo está em andamento e conta com o acompanhamento de servidores da saúde, educação e obras ligados ao Sindicato.
"O laudo fica pronto no começo de março. Representantes da AML (empresa contratada, com sede em Leopoldina), o diretor de RH da prefeitura, um médico do trabalho e um técnico em segurança do trabalho estão visitando vários setores, junto com os delegados sindicais", diz Carlos. Enquanto o estudo não é concluído, os servidores estão recebendo metade do adicional de insalubridade.
Fonte: Fesempre
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