Destaques, Notícias Publicado: 14/02/2014 | 09:45

Sindicatos de Goiás defendem candidatura de representante no Congresso

Os servidores públicos não estão representados no Poder Legislativo, principalmente no Congresso Nacional, e isso resulta em prejuízos para a categoria.



por Geralda Fernandes

Os servidores públicos não estão representados no Poder Legislativo, principalmente no Congresso Nacional, e isso resulta em prejuízos para a categoria. Com este consenso, presidentes de sindicatos municipais do Estado de Goiás se reuniram na CSPB para defender a candidatura do presidente da Confederação, João Domingos Gomes dos Santos, a uma cadeira na Câmara dos Deputados, nas eleições deste ano.
 
As manifestações foram unânimes no sentido de que somente com parlamentares oriundos do movimento sindical os direitos dos servidores serão mantidos e conquistados. Defenderam a candidatura própria dirigentes dos sindicatos dos municípios de Goiânia, Goiás, Uruaçu, Minaçu, Caldas Novas, Ceres, Itapaci, Piracanjuba, Alexânia, Iporá e Jaupaci. Os dirigentes sindicais também apresentaram um quadro da organização dos servidores nos municípios goianos e as demandas dos trabalhadores do setor.
 
Uma das denúncias é que candidatos eleitos sem vínculo com a categoria assumem outras bandeiras quando chegam ao parlamento. “A falta de representante legítimo se reflete diretamente no dia a dia dos servidores. Elegermos um dirigente sindical como João Domingos é nossa única opção e é essencial para abrir caminho para novas lideranças estaduais e municipais”, ressaltou Wania Fantini, do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Goiânia.
 
Os dirigentes sindicais sugeriram a definição de estratégias para que os servidores públicos cheguem ao poder por meio de representantes compromissados com as causas dos servidores e dos serviços públicos. “A região oeste de Goiás está esquecida. Tem muitos votos e pouca representatividade e estamos apostando numa candidatura própria”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Iporá, Adair Rodrigues.
 
Ao falar sobre os reflexos da falta de representatividade, a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ceres, Regislene Silva, citou como prejudiciais a falta de regulamentação da negociação coletiva, o descumprimento de direitos trabalhistas e sociais, o desrespeito às entidades sindicais e o excesso de trabalhadores comissionados nos quadros das prefeituras. “São fatores que tornam árduo o trabalho de consolidação das entidades e a luta pela negociação”, afirmou.
 
O dirigente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Piracanjuba, Luciano Lopes de Paula, falou da “importância da participação direta dos sindicatos no processo eleitoral”, com apoio do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaupaci, Alberto Carlos dos Santos, que acrescentou: “Temos de eleger uma pessoa do nosso meio para depois termos como cobrar”.
 
“Ter representante próprio no Congresso é questão de sobrevivência”, avaliou o presidente da CSPB, que vem recebendo apelos para que seja candidato. Ele lembrou das conquistas alcançadas quando da Assembleia Nacional Constituinte. “Tínhamos uma representação ampla, que garantiu os direitos incluídos na Constituição. Desde então, e na mesma proporção, fomos perdendo representantes e direitos”, acrescentou, citando como exemplos as perdas com as reformas previdenciária e administrativa.
 
Segundo ele, de um terço de representantes na composição da Câmara àquela época, hoje, cerca de 100 deputados foram eleitos pelo movimento sindical, mas aproximadamente 30 atuam efetivamente em defesa das causas dos trabalhadores. “Não temos condições sequer de obstruir a votação de uma matéria. O movimento sindical percebeu esse quadro e há uma grande mobilização para que tenhamos representantes que realmente possam fazer a diferença”, concluiu João Domingos.


Secom/CSPB