Notícias Publicado: 10/02/2014 | 11:31

Deputado defende que cota para negros em concurso ajudará a reduzir desigualdade salarial

Pesquisa realizada pelo IBGE no ano de 2013 revelou que os trabalhadores de cor preta ou parda recebem, em média, pouco mais da metade – ou 57,4% - do rendimento recebido por trabalhadores de cor branca.  



O deputado Luiz Alberto (PT-BA), coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Igualdade Racial e em defesa dos quilombolas, defendeu a proposta do executivo que cria cotas para negros em concursos públicos (PL 6738/13) como instrumento de combate à desigualdade social entre trabalhadores negros, pardos e brancos.  O parlamentar quer que o projeto, que já está em regime de urgência e tranca a pauta do Plenário, seja votado o mais rápido possível.
 
Pesquisa realizada pelo IBGE no ano de 2013 revelou que os trabalhadores de cor preta ou parda recebem, em média, pouco mais da metade – ou 57,4% - do rendimento recebido por trabalhadores de cor branca.  Entre os trabalhadores negros, a média salarial foi de R$ 1.374,79. Na última década, porém, a desigualdade diminuiu: desde 2003, o salário dos trabalhadores negror aumentou 51,4%, enquanto o dos brancos subiu 27,8% no mesmo período.
 
Para o autor do projeto a situação mostra a necessidade de promover mais ações de natureza afirmativa. "Nós temos mais de 200 proposições legislativas aqui na Casa. Eu acredito e a Frente acredita muito que a economia brasileira terá uma perspectiva de maior desenvolvimento à medida em que tenha mais gente incluída", argumentou.
 
A pesquisa do IBGE, no tocante à taxas de desemprego, revelam que a maior incidência é observada entre as mulheres negras, que fecharam 2013 com 7,9%. Homens brancos tem a menor taxa com apenas 3,8%.
 
Luiz Alberto lembrou que a Organização das Nações Unidas (ONU), aprovou recentemente uma resolução que determina que a partir 2015, será a década do afrodescendente no mundo. “Precisamos aproveitar essas resoluções de âmbito internacional em que o Brasil tem uma forte presença para acelerar um processo de inclusão. Propostas referentes às comunidades tradicionais têm que ser foco de política pública para combater as desigualdades lá em baixo, lá na base social mais pauperizada. Nós vamos insistir nisso”, disse.
 
 


SECOM/CSPB com informações da Agência Câmara