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Publicado: 4/02/2014 | 09:30
RJ: Servidores da Saúde federal começam greve em hospitais
Primeiro dia de paralisação foi marcado por manifestações nos hospitais de Jacarepaguá e Ipanema

Os servidores da Saúde federal no Rio começaram ontem uma greve por tempo indeterminado. O primeiro dia de paralisação foi marcado por manifestações nos hospitais Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, a partir das 10h30, e de Ipanema, às 15h.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social no Estado do Rio (Sindsprev-RJ), o objetivo da greve é impedir a implementação do ponto eletrônico nos hospitais, programado para começar hoje em fase de testes. Além disso, a categoria é contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), criada para administrar de forma terceirizada as unidades de Saúde.
Para a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB), o principal receio dos servidores é em relação ao risco de privatização da rede pública. “O governo deveria dialogar com os trabalhadores antes de implementar medidas, sem debater”, avalia.
Em nota, o sindicato informou que os funcionários associam a imposição do controle biométrico ao processo de privatização dos hospitais, cujo controle o governo planeja transferir para a Ebserh. E observam que a entrada dessas empresas significaria o fim definitivo da carreira da Seguridade Social.
Segundo Rejane, no Hospital Pedro II, em Santa Cruz, Zona Oeste, o ponto já foi implementado, mas não tem o apoio dos trabalhadores. “As pessoas chegam no horário, mas a fila para bater o ponto é tão grande, que a entrada é registrada com atraso e os servidores são descontados. Quando passam do horário, por outro lado, não recebem hora extra”, conta a deputada.
O Ministério da Saúde foi procurado pela coluna, mas até o fechamento desta edição não havia se manifestado sobre o assunto.
Horário
Para a deputada Rejane, o maior problema é a falta de investimentos no setor. “Cobrar horário não é um problema para nós, até porque isso sempre existiu. A questão é o descaso com a Saúde. Trabalhamos sem as mínimas condições, falta material, há uma violência enorme dentro dos hospitais. Não tem quem assegure a vida dos profissionais”, alega a parlamentar.
Falta diálogo
Segundo ela, a falta de diálogo é que faz o servidor radicalizar a ponto de promover uma greve. “Há uma queda de braço desnecessária entre a categoria e o governo”, afirma Rejane. A paralisação será mantida até que o Ministério da Saúde aceite negociar. O sindicato já confirmou participação na marcha nacional do funcionalismo público em Brasília, na quarta-feira.
Serviços essenciais
Durante a paralisação, serão mantidos os serviços considerados essenciais, como cirurgias urgentes e os setores de emergência dos hospitais. O serviço ambulatorial fica suspenso, assim como as cirurgias eletivas, ou seja, aquelas marcadas com antecedência. Serão dadas orientações para que a população entenda os motivos da greve.
Protesto
Além das manifestações em frente aos hospitais da rede federal, os servidores planejam diversos atos de protesto, como ir trabalhar vestidos de perto, em vez do tradicional jaleco branco. Também há a possibilidade de atender à população, mas não enviar ao governo os boletins de atendimento, para que não seja feito o faturamento.
Fonte: Jornal O DIA
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