Notícias Publicado: 27/01/2014 | 11:01

Até março, Ministério da Saúde vai implantar controle de ponto por biometria para servidores de hospitais e institutos federais

Até março, o Ministério da Saúde vai implantar o sistema de verificação de presença por meio de impressões digitais para servidores dos nove hospitais federais do Rio. 



Até março, o Ministério da Saúde vai implantar o sistema de verificação de presença por meio de impressões digitais para servidores dos nove hospitais federais do Rio. A medida, contestada pelos sindicatos da categoria, valerá para os hospitais da Lagoa, Ipanema, Andaraí Bonsucesso e dos Servidores do Estado, além de Cardoso Fontes. O sistema será implantado também nos institutos nacionais do Câncer (Inca), de Cardiologia (INC) e de Traumato-ortopedia (Into). À partir da instalação dos equipamentos, pelo menos 11 mil servidores passarão a bater o ponto.  
 
Inicialmente, a biometria, como o método é conhecido, estava prevista para funcionar em fevereiro, em fase de testes. A novidade seria adotada sem que a verificação por folha de ponto fosse abandonada. Segundo o Ministério, A data limite de março foi determinada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que realizou, em 2013, auditorias nas unidades.
 
O cardiologista Mauro Edson Gonçalves dos Santos, de 68 anos, com 42 deles dedicados ao trabalho no Hospital Geral de Bonsucesso (HGB), critica à adoção da biometria como meio de controlar a presença de servidores nos hospitais federais.
 
De acordo com o médico, as máquinas instaladas no HGB não emitem um comprovante para que o trabalhador possa ter uma prova de que bateu o ponto.
 
Mauro Edson considera que o empregador tem o direito de controlar o ponto.
 
— Mas o simples fato de a pessoa botar o dedo no leitor não significa que ela vá trabalhar. Para resolver esse problema, é preciso ter chefias mais presentes, que acompanhem o trabalho dos servidores — argumenta o cardiologista.
 
Na última sexta-feira, houve uma reunião entre os sindicatos de servidores do setor e o Ministério da Saúde para discutir o novo sistema. No entanto, a reunião terminou sem acordo entre as partes.
 
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Previdência Social e Trabalho (Sindsprev) entrou com uma ação na Justiça solicitando que as máquinas de verificação das digitais passem pela analise de um perito.



— Nem mesmo o Inmetro certificou os equipamentos — disse Julio Cesar Tavares, diretor do Sindsprev.
 
Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos, destaca que, pela natureza do trabalho, os servidores da Saúde teriam dificuldades para bater o ponto pelo novo sistema.



— Se o médico estiver numa cirurgia e passar do horário dele, o que é comum, ele interrompe para bater o ponto? — questionou o sindicalista.



 
SECOM/CSPB com informações do Jornal Extra