Notícias Publicado: 20/01/2014 | 10:25

Levantamento da FGV revela que economia dá sinais de melhora

Economista da FGV atribuiu essa evolução à projeção de maior dinamismo no mercado internacional.




Cálculo feito em conjunto pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela instituição independente norte-americana The Conference Board, revelou que o indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) para o Brasil cresceu 0,9% em dezembro, ao atingir 127,4 pontos, ante uma queda de 0,2% em novembro e variação positiva de 0,1% em outubro.
 
Em nota, Paulo Picchetti, economista da FGV, atribuiu essa evolução à projeção de maior dinamismo no mercado internacional. Cinco dos oito componentes influenciaram nesse resultado.  “O fortalecimento das expectativas nos setores de manufatura e serviços, associado à moderada melhoria da economia global, contribuíram para o avanço do Iace de dezembro", afirmou Picchetti.
 
No entanto, para este primeiro semestre de 2014, a retomada do crescimento econômico permanecerá pequena, prevê o economista. Picchetti justificou que o mercado de ações segue uma trajetória de crescimento lento. Além disso, ele destacou que, em razão do aperto monetário adotado como estratégia de controle inflacionário, a demanda interna segue em ritmo moderado e com poucas chances de mudança no curto prazo.
 
Para Ataman Ozyildirim, economista do The Conference Board, O resultado revela que o pior momento da economia já está passando. “Projetamos crescimento econômico estável e até um ligeiro avanço no início deste ano”, disse.
 
Lançado em julho do ano passado, o Iace permite a comparação da economia brasileira com 11 países e regiões: Zona do Euro, França, China, Estado Unidos, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Austrália, Japão e México.
 
O levantamento conjunto sobre Indicador Antecedente Composto da Economia, que avalia as condições atuais do setor, teve declínio de 0,1% em dezembro, com a marca de 128,9 pontos, ante uma redução de 0,2% em novembro e um crescimento de 0,6% em outubro. Três dos seis componentes ajudaram na melhoria de desempenho.
 
 


SECOM/CSPB com informações da Agência Brasil