Notícias
Publicado: 10/01/2014 | 12:21
Tramita na CCJ projeto que institui dedicação exclusiva para professor da educação básica
De acordo com projeto, os poderes públicos competentes, ao estabelecerem os planos de carreira do magistério público deverão instituir o regime de dedicação exclusiva para docentes da educação básica.

De acordo com projeto que tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, os poderes públicos competentes, ao estabelecerem os planos de carreira do magistério público deverão instituir o regime de dedicação exclusiva para professores da educação básica.
Os profissionais que trabalham na educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, segundo o texto do projeto, nunca receberão remuneração inferior a 70% da recebida por professores de instituições federais de educação superior com titulação equivalente.
A proposta (PLS 4/2008) do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e dos então senadores Augusto Botelho (PT-RR) e Marisa Serrano (PSDB-MS), estabelece que os sistemas de ensino permitirão aos atuais ocupantes de cargos docentes optarem pelo regime de dedicação exclusiva.
Cristovam Buarque argumenta que, apesar de ser uma condição facultativa aos docentes, a exclusividade permite melhorar o salário dos professores e fará com que o país tenha uma escola com melhor qualidade.
“Parte do problema jaz na falta de atratividade do cargo de professor da educação básica. Afinal, como é que uma mesma unidade da federação remunera, de forma diferenciada, profissionais que, tendo a mesma formação, exercem a mesma função?”, questionou o senador.
O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), em seu parecer favorável ao projeto, reconhece que a instituição da dedicação exclusiva com consequente garantia de melhores salários aos docentes da educação básica, serão meios de atrair novos quadros e valorizar esses profissionais.
Cavalcanti pondera que “há, ainda, boas cabeças que, mesmo tendo vocação, sequer imaginam lecionar, desestimuladas pelas precárias condições de trabalho e pela baixa e injusta remuneração. Uma remuneração condigna permitirá a nossos docentes não mais precisarem cumprir jornadas múltiplas em mais de um emprego, às vezes, apenas precários bicos”.
O projeto foi aprovado pela Comissão de Educação (CE), antes de ir para a CCJ.
SECOM/CSPB com informações da Agência Senado
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
CSPB participa de reunião extraordinária do Instituto Servir Brasil e reforça unidade pela aprovação do PL 1893/2026 (5807 views • 07/07/2026)
02
CSPB intensifica articulação para construir consenso e viabilizar aprovação da negociação coletiva no serviço público (5470 views • 10/07/2026)
03
CSPB celebra avanço histórico da negociação coletiva e convoca mobilização nacional pela aprovação do PL 1893/2026 (5034 views • 02/07/2026)
04
CSPB repudia perseguição a dirigentes sindicais e anuncia reação política e jurídica em defesa da liberdade sindical (4959 views • 15/07/2026)
05
CSPB lança ‘Carta de Compromisso 2026’ para pautar a defesa do serviço público nas eleições (4841 views • 09/07/2026)
06
CSPB reforça articulação por consenso para viabilizar aprovação do PL da Negociação Coletiva (4757 views • 08/07/2026)
07
Nota Técnica do MPT fortalece atuação dos sindicatos na fiscalização de contratos terceirizados (4728 views • 21/07/2026)
08
CSPB amplia articulação política e convoca servidores para audiência pública decisiva sobre a negociação coletiva no serviço público (4679 views • 23/07/2026)
09
FMI reconhece fracasso das privatizações e aponta nova onda estatal (4674 views • 01/07/2026)
10