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Publicado: 27/11/2013 | 14:50
Centrais e Romero Jucá analisam Lei de Direito de Greve
Dirigentes das Centrais Sindicais se reuniram mais uma vez com o senador Romero Jucá (PMDB/RR) para discutir o direito de greve dos servidores públicos.
reportagem de Andressa Oliveira
edição: Grace Maciel
Dirigentes das Centrais Sindicais reuniram-se mais uma vez com o senador Romero Jucá (PMDB/RR) para discutir o direito de greve dos servidores públicos, na última terça-feira (26). Jucá reafirmou o compromisso de não votar o relatório inicial na comissão mista até que esse projeto das Centrais esteja em pleno acordo com o do Senado.
Os sindicalistas começaram uma análise cada artigo da lei para adequar às necessidades dos servidores, já que acreditam que mais que direito de greve, deve-se haver uma negociação coletiva.
Dirigentes entregaram, na semana passada, uma nova proposta para construção de uma lei em comum acordo com as centrais, pois vêem a necessidade de um ajuste da minuta de proposta apresentada por Jucá ( que estabelece um efetivo de 50% de trabalhadores que terão de continuar trabalhando em caso de greve, e entre outros pontos que entraram em divergência com o projeto já apresentado pelas centrais em diversas outras ocasiões).
Segundo representante da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e secretário de qualificação de entidade sindicais da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Gonzaga de Negreiros, o momento é positivo para as centrais, que estão se ajustando de uma forma consensual e promissora. “Eu acho que as centrais já entraram em um consenso e faltam apenas alguns pontos para serem ajustados. O Senador foi receptivo com as centrais, e com as nossas ponderações, com nossas angustias. Por que o sindicalista não quer fazer greve. A greve é a última instância da negociação, mas para os servidores ela tem que ser a primeira, pois nós não temos a negociação”.
O diretor de assuntos do poder Legislativo da CSPB e representante da CTB, João Paulo Ribeiro, lembrou-se da penosa luta dos servidores técnico-administrativos de Instituições de Ensino Superior representados pela Fasubra. “Atualmente nós precisamos fazer greve para começar a negociar. No ano passado a Fasubra fez 116 dias de greve para se começar uma negociação que deveria ter sido feita antes de tudo. Depois desses 116 dias que o governo se disponibilizou a negociar. A internalização da Convenção 151 foi o primeiro passo, agora o governo tem que fazer sua parte”.
Para o diretor de Comunicação da CSPB e representante da UGT, Aldo Liberato, o encontro foi um importante passo para assegurar o direito dos trabalhadores. “A reunião foi boa, mostrou que o senador leu nosso projeto, pontuou vários artigos e mostrou que está disposto a ajustar os pontos que foram problemáticos e ficaram sem acordo”.
O senador Romero Jucá reafirmou o compromisso de não votar o relatório inicial do projeto na comissão mista até que o das Centrais esteja em pleno acordo com o do Senado. “Eu vou consolidar esse nosso texto e não vou votar de novo na comissão para atrasar esse resultado. Isso aqui vai ser piso para uma lei que não irá regredir”.
A próxima discussão ficou agendada para o dia 10 de dezembro, também no gabinete do senador. Estavam presentes na reunião representantes da NCST, UGT, CTB, Força Sindical, CUT e CSP-Conlutas.
Momentos:
Pedro Armengol (CUT): “A questão da substituição de servidores durante a greve para nós é inegociável, por que substituir um profissional que está em greve por outro do município ou estado, muitas vezes até sem preparo, é uma prática anti-sindical e nós não votamos e sequer negociamos com qualquer tipo de prática anti-sindical”.
Aires Ribeiro (Força Sindical): “Fazer greve com um efetivo de apenas 20% e deixar 80% trabalhando não é greve”.
Paulo Barella (CSB-Conlutas): “O direito de greve é uma coisa simples. Não é necessário dificultar por que tudo é resolvido na mesa de negociação”.
SECOM/CSPB
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