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Publicado: 31/10/2013 | 15:21
Mercosul condena “espionagem global” dos Estados Unidos
O bloco insiste na necessidade de garantir a segurança das telecomunicações e combater qualquer tipo de ação que ameace a soberania na região.

por Valmir Ribeiro
Na última quarta-feira (30), em Caracas, durante a reunião de ministros de Relações Exteriores de países-membros do Mercosul formado por Brasil, Uruguai, Argentina e Venezuela, a “espionagem-global” dos Estados Unidos a líderes de vários países e organizações internacionais foi veementemente condenada pelo bloco.
Os ministros insistem na necessidade de garantir a segurança das telecomunicações e combater qualquer tipo de ação que ameace a soberania na região.
"Ratificou-se a condenação da espionagem global realizada pelo governo dos Estados Unidos e foram abordadas as medidas necessárias que devem tomar os governos e os setores da nossa sociedade", declarou aos jornalistas o ministro de Relações Exteriores venezuelano, Elías Jaúa.
O Ministério de Relações Exteriores da Venezuela, em comunicado, destacou que os países-membros do Mercosul se encontram "conscientes de que as ações de espionagem dos Estados Unidos se acentuam, motivando uma dura crítica mundial".
"Os ministros comprometeram-se a formalizar a criação de uma instância permanente, dentro da estrutura do Mercosul, para prestar atenção a todos os temas derivados da segurança das telecomunicações na região e combater as ações que vulneram a soberania dos nossos países”, diz o comunicado.
Foi analisada, durante a reunião, uma proposta de diálogo do Mercosul com a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América, a Comunidade das Caraíbas e a PetroCaríbas.
De acordo com o documento, o propósito é "avançar na construção de uma zona econômica completa, regional, para consolidar a união latino-americana e caribenha, promover o desenvolvimento integral, combater a pobreza, a exclusão social, a complementação, solidariedade e cooperação".
O encontro de ministros do bloco consolidou o interesse do Mercosul em chegar a um acordo comercial com a União Europeia.
Para o Diretor de Assuntos do Mercosul da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Wagner José de Souza “a medida é correta e está vindo no momento adequado. Se nós não formarmos uma aliança com a união Europeia, nós não teremos condições de atravessar o Atlântico com nossos produtos e avanços técnicos que, no momento, só são compartilhados na região do Mercosul. Temos, também, que consolidar a blindagem de nossas informações políticas e econômicas, visando um equilíbrio nas relações comerciais transnacionais. Precisamos continuar avançando economicamente, mas, para isso, temos que cuidar das nossas contas internas e fortalecer nossas relações, sobretudo, com os países vizinhos”, afirmou.
SECOM CSPB com informações da Agência Brasil
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