Destaques, Publicado: 18/10/2013 | 11:52

“Agenda dos Trabalhadores no Congresso Nacional” em Campo Grande

Os sindicalistas que participam do “Seminário de Formação e Requalificação de Dirigentes Sindicais” assistiram à palestra “Agenda do Trabalhador no Congresso Nacional”, explanada por Marcos Verlaine.



por Andressa Oliveira

Os sindicalistas que participam do “Seminário de Formação e Requalificação de Dirigentes Sindicais” assistiram à palestra “Agenda do Trabalhador no Congresso Nacional”, explanada pelo analista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Marcos Verlaine.

Marcos apontou a necessidade imediata da busca por uma maior representação política dos dirigentes sindicais de se alinharem politicamente, para ter maior força e representação no Congresso Nacional.  “Atividade político sindical não é só sindical, é política também. Vocês são obrigados a analisar e digerir politicamente tudo que vocês recebem por que a base tem que receber isso já processado. Esse é o desafio. Fazer a analise de conjuntura correta. Se vocês conseguirem fazer isso, terão mais chances de acertar. É exigida de vocês a participação política, se vocês decidiram representar gente, representar pessoas, devem representar politicamente, por que o homem é um ser político. A sociedade não precisa de diretores de sindicatos e sim de militantes que lutem pela população”.



Durante a palestra, Verlaine apresentou ainda dados que demonstram a redução da bancada sindical no Congresso Nacional, segundo ele a bancada sindical possui apenas 90 deputados. Número insuficiente até para obstruir um projeto. “Nós não precisamos mais de dirigentes e sim de quadros políticos constituídos de sindicalistas. Estamos em uma grande defasagem, e nós precisamos superar essa defasagem”.

“O preconceito com a política é uma desgraça para o trabalhador, por que os empresários não tem esse preconceito político. Nós temos que pensar juntos e eleger uma bancada política dos trabalhadores, uma grande bancada sindical, por que nós temos que ter gente que sustente a nossa gente” concluiu.

Marcos também explanou sobre as mulheres e a nova geração. Segundo ele, o parlamento argentino é formado por 40% de mulheres enquanto o Congresso Nacional tem apenas 8% de mulheres. Outra missão importante é a aproximação de jovens ao movimento sindical. Atualmente, os jovens representam menos de 15% do número de sindicalistas no Brasil.

“As mulheres precisam entrar na política. É provado que as mulheres muitas vezes tem jornadas duplas ou triplas, elas trabalham mais que os homens, além de possuírem mais sensibilidade que os homens. Outra coisa é investir na juventude, investir em redes sociais. A internet não vai substituir de forma alguma a militância, o corpo a corpo, mas é preciso atrair as pessoas que vão nos substituir no futuro”.

Abaixo estão listados alguns exemplos de projetos positivos e negativos para os servidores públicos:

Projetos Positivos:

- Regulamentação da Convenção 151;
- Fim do fator previdenciário;
- PEC do trabalho escravo, em tramitação no Senado.
 
Projetos Negativos:
 
- Regulamentação da Terceirização: PL (4330/13);
- “Flexibilização" do direitos da CLT.
 
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SECOM/CSPB