Destaques Publicado: 15/10/2013 | 10:34

Palestra: Independência Político-Partidária no Movimento Sindical

O palestrante abordou a importância de um padrão de atuação pragmática. Segundo o professor Erledes, a independência política é absolutamente necessária para se alcançar os objetivos do movimento sindical.




por Valmir Ribeiro


No segundo dia do 9º Congresso Interestadual da FESEMPRE, o palestrante, professor Erledes Elias Silveira, coordenador da Secretaria de Organização e Políticas Sindicais da UGT, comandou a palestra Independência Político-Partidária no Movimento Sindical. O professor abordou a importância de um padrão de atuação pragmática. Segundo Erledes, “a independência política é absolutamente necessária para se alcançar os objetivos do movimento sindical”.

Erledes alega que a representação política está mal representada no Brasil. Ele informou que os trabalhadores representam, no nosso país, cerca de 100 milhões de brasileiros, em outras palavras, a maioria da população. “Temos, os trabalhadores, que aumentar nossa representação nas esferas políticas. Não adianta votar em representantes da elite econômica e latifundiários. Isso dificulta a possibilidade de avançarmos numa agenda positiva ao trabalhador”, disse.

O palestrante alertou para a forte influência do capital nas esferas de poder:

“O nosso sistema legislativo e judiciário estão na contramão dos interesses dos trabalhadores e da sociedade, sobretudo, a mais carente e desamparada. Se quisermos avançar na nossa agenda, necessariamente precisamos criar mecanismos que nos permitam realizar profundas mudanças na nossa legislação. Isso somente é possível com o aumento da nossa representatividade na esfera política. O sistema capitalista, por si só, cria artimanhas para a perpetuação do status-quo e exclusão das classes sociais menos favorecidas”.

O professor alerta que a tímida representação política dos trabalhadores nos cargos eletivos se deve a uma cultura de despolitização que interessa, apenas, àqueles que se beneficiam desse despreparo e indiferença. “O analfabeto político não se dá conta de que tudo que fazemos na vida envolve decisões políticas. Ser indiferente a isso é ser indiferente à própria vida”, afirmou.

Erledes sugeriu, em sua palestra, um olhar mais atento aos partidos. Segundo o professor, ao observá-los com mais atenção pode-se concluir que a atuação deles nos poderes Legislativo e Executivo, é, ao contrário do que alguns desatentos afirmam, bem distinta. “Precisamos compreender quais os partidos que representam apenas os interesses do capital, do banqueiro, do latifundiário. Esses partidos estarão sempre na trincheira da defesa de interesses que, na verdade, retiram direitos do trabalhador”. Erledes prosseguiu seu discurso apresentando o conceito de política e a importância desse instrumento para a transformação social: “a política, no seu sentido literal, é a luta pela dignidade da vida. Precisamos combater o conformismo com a desigualdade, a miséria, a injustiça a corrupção e a impunidade. Eu acredito que somos capazes de construir uma sociedade melhor”, concluiu.

Assista a entrevista:





SECOM/CSPB