Destaques Publicado: 14/10/2013 | 11:16

Palestra sobre assédios no Serviço Público deu a largada para o 9º Congresso da FESEMPRE

Dr. Luis Sérgio Lessi, diretor-técnico de Projetos do Centro Avançado de Estudos na Gestão Pública e Privada, discorreu, de forma aprofundada, sobre esse tipo de crime, comum na Administração Pública.



A abertura da palestra ficou por conta da vereadora e diretora do SINDISPAL (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Almenara), Márcia Ferraz, que, dentre outras coisas, cobrou da Prefeitura local uma postura de respeito para com o servidor público.

“O assédio moral é constante em todos os órgãos”, denunciou, introduzindo o assunto a ser abordado por Lessi. O palestrante, por sua vez, explanou primeiramente, de forma didática, um pouco da história do trabalho.



História do trabalho

“No Império Romano, no mundo antigo, o trabalho era coisa de escravo. Temos, em seguida, um segundo momento do trabalho, quando, na Idade Média, o trabalho assume uma conotação religiosa, como toda a ordem social. Já não se falava mais em escravidão, mas servidão”, disse, recorrendo aos primórdios da organização social do trabalho.

No período moderno, com a chegada do burguês ao poder, o trabalho ganha conotação mais privilegiada. “Agora, fala-se em produzir riqueza, o trabalho enobrece e assume um papel central, de geração de capital. Molda-se o embrião do trabalho tal qual conhecemos”, colocou Lessi.

Assédio nasceu no serviço público

O atual período do capitalismo evoca o conceito de globalização, onde se formam novos contornos para o trabalho. Na política econômica neoliberal, fala-se em estado mínimo e privatização. Em tal contexto, onde o Poder Público garante, cada vez menos, o bem-estar social, o assédio sobre o servidor público ganha contornos mais precisos.

“Ser repreendido apenas uma vez não constitui assédio moral, embora isso fique gravado na memória daquele que foi esculhambado. O assédio é caracterizado pela repetição sistemática e, infelizmente, nasceu no serviço público”.

A declaração emblemática foi explicada com base na história. “No Império Romano, o Estado castigava o trabalhador que se negava ao labor com o tribálio, uma ferramenta de tortura”. 


Assista a entrevista:





Fonte: FESEMPRE e SECOM/CSPB