Notícias Publicado: 11/10/2013 | 15:38

Greve dos bancos chega a 23 dias e já é a mais longa desde a de 2004

Os bancos ofereceram reajuste salarial de 8% (1,93% acima da inflação) aos bancários, mas cobraram a reposição dos 22 dias de greve em um período de seis meses.



Os bancos ofereceram reajuste salarial de 8% (1,93% acima da inflação) aos bancários, mas cobraram a reposição dos 22 dias de greve em um período de seis meses.

A nova proposta salarial foi feita ontem, durante uma negociação que se estendeu por dez horas em São Paulo.

Os 8% é o mesmo percentual conquistado por categorias como metalúrgicos do ABC e aos funcionários dos Correios. Descontada a inflação, os metalúrgicos tiveram ganho real de 1,82%, e funcionários dos Correios, 1,53%.

Com esse percentual, o ganho real é próximo ao reivindicado pela categoria: 2% acima da inflação de 6,07% pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

O empecilho agora é a reposição dos dias parados. Os bancários querem anistia, mas os bancos insistem em recuperá-los ou descontá-los.

Até ontem, ainda não havia informações se os representantes de patrões e empregados continuarão a negociar hoje.

Para encerrar a greve na segunda-feira, os bancários devem submeter a proposta em assembleias previstas para ocorrer hoje.

A greve dos bancários já é a maior desde 2004, quando a categoria parou por 30 dias. Hoje completam 23 dias de paralisação.

O salário médio da categoria é de R$ 4.740, e o piso salarial é de R$ 1.519. A PLR (participação nos lucros e resultados) paga aos caixas de bancos, segundo informou a Fenaban, varia entre 3,5 e 4 salários adicionais.

No início da campanha salarial a categoria pediu 11,93% de reajuste salarial, o que incluía 5% de aumento real, além de um valor maior de PLR.

Pela manhã de ontem, circulou uma informação pelo site de uma das entidades sindicais que os bancos haviam oferecido 8% de reajuste. O vazamento irritou os bancos.

Procurada pela reportagem, a federação dos bancos preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

Em anos anteriores, essa atitude foi entendida como um sinal de que as negociações ainda estavam em andamento.

Fonte: Folha de S.Paulo