Destaques Publicado: 19/09/2013 | 11:33

Aposentados que não se recadastraram terão pagamentos suspensos

De acordo com o Ministério do Planejamento, o pagamento foi suspenso porque eles deixaram de comparecer à rede bancária entre março e junho para fazer o recadastramento anual



por Valmir Ribeiro

 
Aproximadamente 8,3 mil servidores aposentados e pensionistas do governo federal ficarão com seus pagamentos suspensos a partir deste mês. Segundo o Ministério do Planejamento, os beneficiários que deixaram de comparecer à rede bancária entre março e junho para fazer o recadastramento anual, terão seus pagamentos suspensos.  De acordo com o ministério, ao longo deste ano, o governo reiterou avisos alertando para a necessidade de aposentados e pensionais realizarem o recadastramento nesse período.  

O ministério lembrou que campanha divulgada pelo governo alertou o beneficiário que, para evitar o problema, bastaria comparecer no mês em que faz aniversário a uma das 6 mil agências de bancos conveniados (Caixa, Banco do Brasil e BRB).

Em nota divulgada nesta quarta-feira (18), o ministério informou que “todos [beneficiários] são avisados três vezes sobre a obrigatoriedade do comparecimento: a primeira, uma carta de sensibilização no início do processo; depois, no mês anterior ao aniversário, a convocação para fazer a atualização no prazo de 30 dias; e, ao final desse período, quem não comparece ainda tem outra chance e recebe a terceira notificação para se recadastrar nos 30 dias seguintes”.

Segundo o Diretor Adjunto de Assuntos de Aposentados e Pensionistas da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), José Mauro Ramalho, “o recadastramento é importante, tendo em vista que, como já é de conhecimento público, há no Brasil muitas fraudes, com recebimentos indevidos de terceiros. Eu, por exemplo, já tive a oportunidade, em alguns momentos, de presenciar pessoas tentando sacar benefícios na boca do caixa, em nome de terceiros. Nestes casos, quando o caixa solicitava a identificação, a pessoa alegava que era um parente atendendo uma dificuldade de locomoção do ente beneficiado. Essa situação abre margem, sim, para recebimentos indevidos, impactando negativamente nas contas da Previdência Social”, disse.

A suspensão dos pagamentos equivale a 395,2 milhões de reais por ano, cerca de 30,4 milhões mensais. O ministério informou que somente entre os meses de março e junho, foram emitidos 235.190 avisos individuais para recadastramento. Destes, 8.330 beneficiários não compareceram à rede bancária no período. Para ter o nome incluído na folha seguinte e o pagamento restabelecido, o beneficiário que teve seu pagamento suspenso deve efetuar o recadastramento no órgão ou entidade de recursos humanos que concedeu o benefício.
 

Fonte: SECOM/CSPB com informações da Agência Brasil.