Destaques Publicado: 11/09/2013 | 12:15

MEC: formação no Programa Mais Médicos deve ser pré-requisito para residência médica

A MP prevê que, depois dos seis anos do curso de Medicina, os médicos recém-formados trabalhem por mais dois anos fazendo treinamento exclusivo em atenção básica à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS).



por Valmir Ribeiro

 
Em audiência pública ocorrida ontem (10) na comissão mista que analisa a medida provisória (MP 621/13) que instituiu o Programa Mais Médicos, o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Paulo Speller, defendeu que o segundo ciclo de formação dos estudantes de Medicina prevista na MP seja um critério para que os profissionais formados possam ingressar na residência médica em outras especialidades.
 
O texto da medida provisória prevê que os médicos recém-formados trabalhem mais dois anos fazendo treinamento exclusivo em atenção básica à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), depois dos seis anos do curso de Medicina.
 
O deputado Rogério Carvalho (PT-SE), relator da medida, concorda com o posicionamento do representante do Ministério da Educação. O relator alegou que “o segundo ciclo voltado para o atendimento no SUS vai recriar a formação geral do médico no Brasil, que hoje dá prioridade a médicos especialistas”.
 
A Diretora Adjunta de Assuntos da Saúde na Região Nordeste da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Andréia Alves Pereira, acredita que “esse programa fortalecerá o atendimento na atenção básica, principalmente, nos municípios do interior do país onde a carência desses profissionais é muito grande. O Mais Médicos facilita os caminhos para garantir um trabalho de preventivo. Trabalho, este, que é um dos objetivos do programa Saúde da Família. Acredito, também, que a formação acadêmica em Medicina não deve ter como prioridade ganhos financeiros, mas salvar vidas, principalmente, nas comunidades mais carentes desse tipo de serviço. O lado humano  da formação também deve ser priorizado e essa experiência pode colaborar com isso, disse.
 
Fonte: SECOM/CSPB com informações da Agência Câmara