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Publicado: 22/08/2013 | 12:44
"Se o Governo não apresentar proposta a PF pode parar"
Escrivães, papiloscopistas e agentes da Polícia Federal anunciaram que podem parar as atividades no final de agosto caso o governo não apresente propostas para as reivindicações da categoria até o dia 26.

por Andressa Oliveira
Escrivães, papiloscopistas e agentes da Polícia Federal anunciaram que podem parar as atividades no final de agosto caso o governo não apresente propostas para as reivindicações da categoria até o dia 26, prazo estipulado pelos profissionais. No dia 27 será realizada uma assembléia com indicativo de greve.
Na manhã de quarta-feira (21), policiais federais fizeram um protesto em São Paulo capital para protestar por melhores condições de trabalho. Eles saíram em passeata no bairro da Lapa, próximo a Superintendência da Polícia Federal, na zona oeste da cidade.
Além de faixas e cartazes, os policiais levaram grande elefante branco onde estava escrito a palavra “Inquérito” para simbolizar o descontentamento com o sistema de investigações atual. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Federais de São Paulo, Alexandre Santana Sali, as investigações muitas vezes passam por um processo desnecessário. “A investigação hoje é feita por meio de inquérito policial, que é burocrático, desnecessário tanto para a fase judicial quanto para a instrução criminal do Ministério Público, que é o titular da ação. O crime acontece, o delegado instaura o inquérito e a investigação é feita sem contato no campo ou no momento do crime”.
Já em Brasília a categoria realizou dois dias de paralisações. No primeiro dia, o grupo caminhou da Catedral Metropolitana até o Congresso Nacional. Já nesta quarta-feira, eles fecharam duas faixas da Esplanada dos Ministérios com palhaços, faixas coloridas e homens de perna de pau. Segundo o Sindicato que representa a PF na capital, a categoria se sente em um circo por isso levaram o circo para a Esplanada. Cerca de 300 policiais participaram do protesto.

A categoria pede, além de um reajuste maior que os 15,8% oferecidos pelo Governo Federal, a reestruturação das carreiras. Segundo o presidente do sindicato, Flávio Werneck, ainda não existe uma lei que regulamente as atribuições da Polícia Federal, o que gera uma insegurança jurídica. “Estamos há 3 anos debatendo essa questão. O ministro da justiça em todas as vezes que é necessário realizar uma investigação diz que a PF vai investigar, no entanto, nem tudo é de competência da PF, o que gera insegurança por que a categoria não tem suas atribuições definidas”.
“Além disso, é importante delimitar sobre a responsabilidade de cada profissional, delimitar cargos, porque muitas vezes os polícias fazem investigações e relatórios que são assinados pela diretoria. Nós vivemos em um verdadeiro clima de guerra dentro dos limites da PF, só no ano passado foram 11 suicídios dentro da PF. É preciso acabar com esse Apartheid em que vivemos aqui dentro”, concluiu Werneck.
Tento em vista a possibilidade do governo só oferecer os mesmos 15,8%, a categoria irá deliberar no dia 27 sobre paralisações que podem ocorrer nos dias 4, 5 e 6 de setembro.
Fotos: G1/DF
SECOM/CSPB
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