Destaques Publicado: 20/08/2013 | 11:35

Proposta de limitar gastos em campanhas será debatida no GT da Reforma Política

Segundo o deputado Cândido Vaccareza, coordenador do GT da Reforma Política, a discussão terá início com uma proposta de limitação de gastos em campanhas eleitorais.

Nesta quinta-feira (22) o Grupo de Trabalho (GT) sobre a Reforma Política e Consulta Popular irá debater temas relacionados à reforma política.  Segundo o deputado Cândido Vaccareza, coordenador do GT da Reforma Política, a discussão terá início com uma proposta de limitação de gastos em campanhas eleitorais. O GT irá discutir, também, que tipo de proposição legislativa será apresentada para definir novas regras da reforma política.
 
No dia 17 de julho, na primeira reunião do grupo, ficou decidido que todas as propostas discutidas pelo colegiado e que foram aprovadas nas duas casas – Senado e Câmara – só terão validade à partir de 2016. Todas as quintas-feiras o GT promove debates.
 
Em audiência pública do GT realizada na semana passada, houve polêmica entre os participantes sobre o formato ideal de financiamento das campanhas eleitorais. O tema também dominou o debate com o representante do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e com as entidades sindicais.
 
O Diretor Adjunto de Assuntos da Área Federal, Hélio de Mello, afirma que “existe um problema que as campanhas eleitorais não são realizadas, apenas, com dinheiro público. Os candidatos ricos e seus patrocinadores particulares conseguem arrecadar milhões de reais para suas campanhas. O candidato pobre está limitado aos escassos recursos dos partidos. O Brasil é um país com milhares de pessoas excluídas da sociedade. O atual sistema eleitoral brasileiro desfavorece as classes sociais mais vulneráveis. Como as campanhas estão cada vez mais caras para tornar um candidato competitivo, os políticos eleitos acabam por se comprometer com os interesses de seus financiadores de campanha  em detrimento dos interesses da sociedade. A nossa democracia avançou, porém, permanece mal representada. É incoerente termos uma maioria de cidadãos trabalhadores, com uma maioria de parlamentares representando os interesses do patronato”, disse.
 
O debate será realizado no Plenário 13, às 9 horas
 
Fonte: SECOM/CSPB com informações da Agência Câmara