Destaques Publicado: 15/08/2013 | 12:58

Terceirizados em Ministérios sofrem calote de empresas prestadoras de serviço

O dinheiro repassado pelo governo às empresas Adminas e Delta desapareceu. Centenas de trabalhadores terceirizados ficam sem salários e direitos previstos em lei.



A precariedade do trabalho terceirizado no país atingiu recentemente o governo federal.  As empresas Delta Locação de Serviços e Empreendimentos, com sede em Lauro de Freitas (BA), e a Adminas Administração, baseada em Belo Horizonte, receberam recursos para o pagamento de salários do quadro de funcionários, porém, um calote financeiro deixou centenas de trabalhadores de mãos abanando. O prejuízo causado pela má administração das referidas empresas prestadoras de serviço, sobrou para os Ministérios da Fazenda, da Integração e da Justiça, além do Banco do Brasil. Esses órgãos terão, agora, que garantir o pagamento dos salários dessas pessoas que não possuem outra fonte de renda.

Tal circunstância ocorre às vésperas da apreciação do projeto de lei 4.330. O referido projeto, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, promete regulamentar e expandir a terceirização.  O sentimento dos trabalhadores com salários atrasados é de pesar.

O Diretor de Assunto Intersindical da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Rudney Vera de Carvalho,afirma que “este é mais um fato que demonstra a ineficiência dessas terceirizações. Somos contrários à terceirização, principalmente, nos serviços públicos. A contratação com base no QI (Quem Indica) precisa acabar e dar espaço para trabalhadores concursados, comprovadamente aptos para a prestação desses serviços.

Nas recentes manifestações, se observou pedidos para maiores investimentos em saúde, educação, transporte esegurança. A população exige melhores serviços públicos e a melhora desses serviços não virá pela terceirização mas, sim, pela valorização dos servidores públicos para que estes possam executar adequadamente as tarefas para as quais eles estão comprovadamente habilitados”, disse.
 
SECOM/CSPB com informações do Correio Braziliense